Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #044
Linhas de propulsão
Astros, mastros e maestros:
No mar sem amarras, sob o céu sem celeuma, a mente se demora.
(Baía balsâmica)
Entregues às estrelas e suas eternidades, bem longe da extremidade da escuridão,
As ilhas do mundo distante se iluminam liricamente após o término da distanásia de tantas postergações, mas ainda assim os olhos térmicos e avermelhados de um impostor inveterado por acidente custam a se iludir com o que veem e a se fundir com esses paraísos, que podem ser tão precisos de inventados só para atender isso: o premente objetivo de antecipar e soltar o grito de terra à vista!, logo em frente!, e não se obrigar a conjecturar nunca mais a terrível visão da borda do abismo, do horizonte sem volta, da correnteza sísmica e tortuosa, da força decisiva sem corda, âncora ou honra, e os vislumbres de horror dela dela dela, da acelerada descida lúgubre pela gravidade que é gerada e turbinada incessantemente no centro do nosso insistente e guardado silêncio...
No vento de novembro, nos vemos e nos movemos
– Estamos indo da digressão para a mera distensão das miragens ou para a melhor direção dos milagres?

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