Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #037
Linhas de vigilância
Estamos sempre correndo com emoções reprimidas (acorrrrrrrrrrentados em om ss es e repetiçõesrepetiçõesrepetiçõesrepetições...)
– Cada ato nosso é dado: é notado e anotado, é registrado conforme as regras e os regimes de costume e conduta, controle e coerção, comoditização e comercialização, comunicação e consumismo, conformismo e combustão.
Quem observa nossas tensões está sempre no centro das desatenções, no seu posto de sentinela, no topo e no panóptico, nos cabos e nas fibras ópticas, na escuta e na censura, no abuso e no absurdo.
(Até onde essa liberdade de bits e bytes pode ser digitada?)
Depois de perpassar pelos pedaços do passado, de resvalar pelos res...tos...íduos...quícios da resistência, passageiros resignados se enredam, se detêm e se comparam em realidades indeterminadas;
Transitamos na teia quase telepática de telas e teclados através das transições do nosso ser: das interações às intransigências, das intromissões às intoxicações, das intolerâncias às trevas, das tragédias às tréguas e, às vezes, dos entorpecimentos às introspecções, das intenções às transformações e das transparências aos entendimentos.
Ao mesmo tempo em que almejamos ser mais vistos e aumentamos o grau da visão alheia, estamos expondo cada vez mais uma existência irreal e enxergando cada vez menos uma essência real.

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