Pensamentos Prensados

sábado, setembro 24, 2016

Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #036


Linhas de abatimento

Para onde o horizonte nos orienta?

Norte (vá!) noroeste (desvie!) oeste (pense!) sudoeste (vire!) sul (retorne!) sudeste (continue!) leste (pare!) nordeste (tente!) – são tantas as opções para uma concepção de mudança...

Se algo estancar a hesitação e o cansaço nos quais navegávamos e agora estamos naufragando, alquebrados e soçobrados em agonia salobra, quem sabe então nem sempre seremos estranhos de nós mesmos, quem sabe voltaremos a ser o inverso de nomes extremos, quem sabe nos envolveremos em serenidade e serendipidade constantes e confortantes.

(Aonde vão os rastros de algodão de aviões vagarosos?)

E assim, sem surpresa, já suprimimos du-zen-tos-e-cin-quen-ta dias de mais um ano sem a reviravolta desenhada e desejada; sim, estamos cientes, não queremos mais ter que nos enganar com poucas doçuras profundas e centenas de certezas ocas, mas, enfim, o ato de se revoltar, de tentar se encontrar e escapar dos tentáculos dessas queixas, não está resultando em uma saída saudável como queríamos, não está restaurando um caminho estável para uma vida calma e sábia.

"Nosso limite nos elimina quando nos impede chances para imprevistos quase impossíveis", um velho conselho se desvencilhava, mas não vencia.

E se formos nosso próprio estorvo de tudo, óbice e obstáculo de esforços e propósitos, incapazes de escapar da auto-ilusão e ousar ir além das pedras que nos prendem?