Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #040
Linhas de barbárie
Na disputa do pluralismo contra a plutocracia,
Estaremos totalmente derrotados e derrogados se muitos aderirem à declaração dos direitos desumanos?
Diante da extrema demência e da extrema estupidez que estão menos e menos dormentes nas entranhas de pessoas próximas e estranhas,
A sensatez é escudo contra instintos obscuros, contra mentes espalhadas pelas ruas e espelhadas como espadas; ela duela e recua, enfraquece e fratura, racha e não se acha mais, escondida na escuridão e mal escutada...
A destruição da democracia será irremediável se as demonstrações de demônios não forem removidas.
"Outrora outubro outorgou: conformismos com monstruosidades não poderão se aproximar nem mesmo de indícios de aprovações, quanto mais de consensos!", uma voz volátil avolumava. Mas o autoritarismo não se oxidará e tampouco se olvidará enquanto estiver precedido e protegido por apologias de sofismas e preconceitos.
Quando os termos de convivência são trêmulos, os acordos civilizatórios temerariamente se acovardam para violências institucionalizadas e personalizadas – dos poros do poder e dos poderes, escorre incansavelmente o sangue da violência pública praticada contra dissidências e minorias, da violência privada implacável contra diferenças e misturas.

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