Pensamentos Prensados

sábado, setembro 24, 2016

Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #035


Linhas de passagem

O tempo é ativo e reativo – é relativo, de modo atento e isento – é o intento?, sendo feito de entrementes – o nó do todo, entremeado de feitos – nós por todos?; ele se entende com a eternidade – senda estelar, ele é serpente de ritmos, relações e ciclos – será o que se espera?

Na fúria contínua do fluxo humano, pontuamos nossos passos com ponteiros impassíveis...

E, quando as sensações nunca desaceleram, o que é visto deixa de ser vivenciado.

Com dezenas de idades para idealizar, detestar e desafiar, o aniversário é aliado ou adversário?

(Apesar de tudo que já foi apertado, dito e transcrito nessas linhas, os dias seguirão os segundos, imitarão os minutos e chorarão as horas de extraordinários anos extintos enquanto não alcançarem novas estações, explosões, exclamações!)

Deveria ser improvável ainda ver flores desabrochando e povoando esse chão de aflições terrenas e ferrenhas (frustrações frutíferas?);

Mas esses perfumes também não precisam ser perfeitos, essas pétalas tampouco precisam ser permanentes, e isso as flores nem querem pedir, seja qual for a extensão do defeito ou do sumiço: elas podem e preferem estar, desaparecendo e reaparecendo, onde houver qualquer redor, sendo apreciadas como são, sem pressa, sem remorso, com princípios sensatos e precisos, como nos primórdios.