Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #033
Linhas de diálogo
Contar é o ato de acompanhar a condição humana;
Descrever é a perspectiva de enaltecer detalhes imperceptíveis;
Escutar é a experiência de esculturar a essência do ser.
As letras de cada conversa se levantam, convergem e divergem para miríades de direções e migrações, de verdades e desmentidos, de lendas e conquistas, de legados e aprendizados
– Quando bem tratadas, as palavras se apresentam como bênçãos de orações coordenadas, mas, quando maltratadas, elas nos atrapalham e se tornam ciladas de sílabas desconexas, conturbadas, complexas.
Para quem não erradica falas repletas de erros e farsas, resta apenas e tão somente o pedido permanente de perdão? A pergunta perfura respostas remendadas e nos afunda em dúvidas duradouras.
Impasses impraticáveis: dizer não e desdizer sim, contradizer tudo e sempre, direto e sem parar, a cada frase e fase, texto e pretexto, ideia e indecisão, interação e interrogação...

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