Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #031
Linhas de condensação
Às vezes, as palavras se revezam no papel com velocidade demasiada, ficando embaralhadas e amassadas, fincando-se em barulho e afinando nada de mansidão. Com a alma longe, como ter calma e se amar longamente? A paz é nômade e fixa: ela sabe que pode ser vista quando passa e onde mora, por onde volta e se demora; no entanto, ela somente se mostra aos olhos que se movem para se comover.
Nas montanhas, os mantras se mantêm:
Retire-se e respire... acenda-se e transpire... enfrente-se e aspire... supere-se e suspire... esvazie-se e inspire... ascenda-se e expire... equilibre-se e compreenda... (re)encontre-se e transcenda...
* Gotas de agosto brotam a contragosto
– Espantados com a tempestade, os cães não se acanham em latir e ganir para se encastelar,
E, no passado encantado que se recreia e comete trapaça na mente, as crianças não choram ou criam crises quando se molham ou se encharcam na chuva; elas riem como nunca, exalando alegrias, cantorias e alegorias.
(Chuva-chuvisco, água-rabisco)

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