Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #032
Linhas de contemplação
Vales e vilas, volumes de vida... tão vastas são as vistas que suavizam a visão.
O coração vê, revê e reverbera o que os olhos sentem?
Sob pés e percalços, descansam pedras milenares, divindades da Terra que ponderam sobre a quantidade de milagres que poderíamos descerrar, agradecer e engrandecer;
Acima de neurônios e neuroses, brilham bilhões de esferas de hidrogênio, filhas e netas quase-eternas das mães que semearam a infinitude com os elementos básicos da magnitude da vida e das maravilhas do espaço.
Forjada na fornalha da fotossíntese, a força da floresta nos conforta:
Raízes e razões, troncos e encontros, ramos e planos, folhas e escolhas, flores e amores, frutos e futuros...
Um pouco de tudo compõe cada nota do canto natural (as partículas e os sons pulsam e repousam nos compassos da partitura).

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