Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #022
Linhas de desistência
Por que ainda idolatramos esse modelo, essa ideia de recomeço, se ainda nos movemos com medo, sem parar de remoer o passado, de remar para saudar o rio acima?
Personagem ou pessoa, o ser não persiste na esperança depois de tantas semanas que acabam nas mesmas certezas:
Entre nós, agora só permanecem vazios – nostalgias em excesso, anotações sem conforto, distrações que vêm com desgosto, e esse desdém nos entalhes de cada rosto; nos enfrentamos com energias que mal existem, que não veem qualquer sentido em seguir em frente. O que se tem de bem para quem não se entende mais e também é incapaz de ir além?
Durante as madrugadas, dentro dos ruídos de rotinas dramatizadas e arruinadas,
Em cada centímetro, escorrem sentimentos escondidos.
(Depressões depreciadas)
"Aconteça o que nos acometer, não se obrigue a aceitar qualquer obra do acaso", ela aconselhava.

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