Um conto sobre os contrastes do ano (de tantos tons humanos) - Semana #013
Linhas de turbulência
As nuvens nunca vêm para ver o que vencemos, elas vêm para velar o que vendemos...
Guarda-dilúvio!
Chove sem parar, sem paciência, como se houvesse uma enorme penitência a ser paga;
Arredio, o rio agora ri com humor muito úmido, revolvendo restos de mudanças bruscas e maiúsculas
– Tão logo transformados, transbordaremos, indo da dormência ao transtorno, inundando ilusões transitórias,
E afundaremos em um fluxo desgarrado e feroz até desaguarmos na foz onde as desgraças se refazem.
"Março marchou e marcou...", ela murmurava.

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