<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999</id><updated>2011-09-19T12:36:00.604-03:00</updated><title type='text'>pensamentos prensados</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-8328193214947078035</id><published>2009-03-11T05:08:00.003-03:00</published><updated>2009-03-11T05:30:30.786-03:00</updated><title type='text'>Cacos no chão</title><content type='html'>Seus pés, imóveis, sangram. Suas mãos, arranhadas, sangram. Seu algoz, derrotado, ainda sangra. O sol, poente, ainda sangra e brilha. Seu coração, livre, não mais sangra.  O espelho, aterrorizante, não mais brilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-8328193214947078035?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/8328193214947078035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=8328193214947078035&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/8328193214947078035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/8328193214947078035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2009/03/cacos-no-chao.html' title='Cacos no chão'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-3387047882306900334</id><published>2008-11-09T02:51:00.006-02:00</published><updated>2008-11-09T03:06:26.751-02:00</updated><title type='text'>Basta o ar, a primeira sílaba</title><content type='html'>As pessoas se afogam nos detalhes, afundam-se. Em vez de emergirem e nadarem, elas se empurram, elas se puxam, elas se perdem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-3387047882306900334?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/3387047882306900334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=3387047882306900334&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/3387047882306900334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/3387047882306900334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2008/11/basta-o-ar-primeira-slaba.html' title='Basta o ar, a primeira sílaba'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-1019244825476342279</id><published>2008-05-05T00:03:00.008-03:00</published><updated>2008-05-05T02:12:55.959-03:00</updated><title type='text'>O fim de uma longa festa (crônica)</title><content type='html'>A respiração fica tensa quando se sente o vazio. O medo reaparece e se fortalece diante do silêncio do dia em que paramos para organizar e analisar as lembranças dos últimos anos, lembranças de uma época que se despede. Agora só resta a lembrança da beleza de milhares de sorrisos jovens, frutos de nossa vontade natural de nos divertir, vontade potencializada pelas pequenas preocupações que tínhamos, pela certeza de que o futuro próximo ainda nos reservava um caminho definido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza desses dias voltará vez ou outra, em histórias e recordações, mas naturalmente de maneira menos intensa do que realmente foi. Estamos no fim de uma longa festa e a melancolia é a pior das ressacas. Ataca a mente, o coração e aquilo que chamamos de alma, a essência de tudo que somos e preenchemos desde o dia no qual a primeira de nossas lembranças infantis sobreviveu ao tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos jovens demais e tudo que vivemos ainda parece pouco. Como falta muito para preenchermos todos os espaços dessa essência, as sensações de vazio podem se irromper facilmente: há coisas que ainda não fizemos, coisas que fizemos e se apagam lentamente, coisas que não fizemos corretamente e terminaram inacabadas, coisas que lamentamos por não ter feito, mesmo de momentos em que achávamos ter tentado de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de vazio nos perturba e nos confunde quando olhamos as lembranças bagunçadas dessa longa festa. Ela tenta criar ou ressuscitar arrependimentos, torná-los maiores do que a felicidade que sentimos, tenta diminuir a importância de lições, conquistas, redenções. Os erros ecoam e pequenas irrealidades surgem; consertamos situações em nossas mentes e nos torturamos com a simplicidade das coisas que devíamos ter feito para que tudo ficasse do jeito que queríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa beleza ilusória, a busca mental do sonho perfeito, corrompe a melancolia pós-festa e a contemplação da beleza realmente sentida. Em vez de somente admirar e sorrir, passamos a nos inquietar com questionamentos antigos. Procuramos respostas e explicações, mas tudo que ouvimos são apenas sons cada vez mais fracos, com palavras se transformando em murmúrios e dançando à beira do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas coisas e vontades ficaram inacabadas pelo caminho e não temos mais tempo de recuperá-las. O futuro parecia que viria lentamente, mas quando olhamos para trás, percebemos que ele veio depressa demais. Tantas coisas aconteceram e, mesmo assim, ele veio rápido demais. Transformou os dias em memórias, as alegrias em nostalgias, as tristezas em cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entoávamos uma bela canção há tanto tempo que agora não sabemos o que fazer com esse silêncio. O vazio parece ser o destino final de qualquer coisa que tentarmos, parece roubar através do esquecimento os contornos de tudo que vivemos, torna melancólico qualquer fim, principalmente dessa longa festa e de suas histórias que nunca mais se repetirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, porém, só conseguirá tudo isso se ficarmos atônitos e perdidos nos destroços. Levantemos, bêbados ou não de alegria, juntos ou separados, e comecemos a andar e tropeçar em busca de novas festas, canções, sonhos, qualquer coisa que possamos acumular em nossas essências e nos fazer viver ainda mais. Essa é a única maneira de realmente fugir com sucesso da sensação de vazio e evitar o pior dos silêncios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-1019244825476342279?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/1019244825476342279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=1019244825476342279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/1019244825476342279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/1019244825476342279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2008/05/o-fim-de-uma-longa-festa-crnica.html' title='O fim de uma longa festa (crônica)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-4406132352331259874</id><published>2008-04-14T21:46:00.003-03:00</published><updated>2008-04-14T21:53:54.172-03:00</updated><title type='text'>Impermanência</title><content type='html'>Somos um mosaico de fragmentos do passado que se renova diariamente. Há pedaços grudados na carne que doem apenas com o pensamento de arrancá-los; há outros que nem sequer se fixam na pele. Há aqueles que compõem mosaicos próprios e os que estranhamente nunca se racham e se dividem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-4406132352331259874?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/4406132352331259874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=4406132352331259874&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/4406132352331259874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/4406132352331259874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2008/04/impermanncia.html' title='Impermanência'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-5650700674299928204</id><published>2007-12-05T15:38:00.000-02:00</published><updated>2007-12-05T15:43:10.880-02:00</updated><title type='text'>Uma ameaça silenciosa ao reino do vazio (conto-manifesto)</title><content type='html'>Olhe para todos eles e tente não se irritar. Todos estão sorrindo, não importa qual seja a quantidade de mentiras e bobagens que precisem contar e ouvir. Todos se divertem com as mesmas piadas, repetem idéias vazias, chocam-se por causa das contestações de sempre, espalham intrigas e invejas sem precisar renovar as fofocas, os boatos e os sentimentos vis e mesquinhos, que caminham tranqüilamente desde épocas e tempos imemoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o gigantismo de sua inutilidade, eles sempre estão no topo. No mundo das aparências em que vivem, a lógica do sistema é a troca recíproca de elogios falsos. Suas vidas medíocres são retratadas como dramas com finas felizes, quedas e glórias forjadas e superdimensionadas por revistas, canais de televisão e quaisquer outros arautos do lixo humano.&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:void(0)" tabindex="10" onclick="return false;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olhe para todos eles; não são simplesmente pessoas, mas celebridades que devemos respeitar e admirar mesmo que não tenham feito, espontaneamente e sem interesses maiores, ações relevantes nos lugares onde vivem e transitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas opiniões, castelos de palavras superficiais, são proferidas como verdades reveladoras e supremas. Seus críticos são pessoas fracassadas, amargas e invejosas, que não entendem o talento natural desses seres que representam o espírito de uma época. Olhe para todas essas celebridades, líderes de um novo tempo: a Era do Desencanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles querem ser deuses e nos querem como seguidores, querem nos confortar com ilusões em um mundo confuso e caótico enquanto festejam em redomas à prova da realidade. Eles querem brilhar eternamente, mas não passam de estrelas que destruiremos para salvar nossas noites e nossos sonhos. Estamos na escuridão, mas não precisamos de luzes que nos ceguem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-5650700674299928204?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/5650700674299928204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=5650700674299928204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/5650700674299928204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/5650700674299928204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/12/uma-ameaa-silenciosa-ao-reino-do-vazio.html' title='Uma ameaça silenciosa ao reino do vazio (conto-manifesto)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-48722725625138525</id><published>2007-11-21T02:56:00.001-02:00</published><updated>2007-11-21T12:59:02.422-02:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos (hai-kai)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os versos dos doze passos reunidos, alguns com pequenas alterações. Mês que vem virá um texto novo, para que o blog não continue só com hai-kais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; maldição&lt;/span&gt; provocada pelo coração inocente transformou a recordação em um&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; ritual&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;onipresente e implacável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fila da redenção, só ecoava o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;réquiem&lt;/span&gt; das chances perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A longa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Via Crucis&lt;/span&gt; fez parte da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;procissão&lt;/span&gt; que a vida observa por segundos antes de ignorá-la e entregá-la ao destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a beleza e a efemeridade de uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;epifania&lt;/span&gt;, o sonho virou ceticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma desorientada balançou entre o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;limbo&lt;/span&gt;, mais temível do que a morte, e &lt;span&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; eternidade&lt;/span&gt;, mais temível do que a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre erros e acertos, a&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; santificação&lt;/span&gt; de momentos nostálgicos serviu como refúgio enquanto não se encontrava a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe das conversas vazias, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;meditação&lt;/span&gt; ouviu a única voz realmente necessária para compreender que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sacrifício&lt;/span&gt; era a melhor maneira de escapar das ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado desapareceu diante do sorriso da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fortuna&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol, a chance, o erro...&lt;br /&gt;O menino de novembro&lt;br /&gt;Foi, matou e chorou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cigarras cantam&lt;br /&gt;Que o fim é sempre amargo&lt;br /&gt;Dezembro reflui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento arrancou&lt;br /&gt;As pétalas do teu girassol&lt;br /&gt;Poeta de janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade dança:&lt;br /&gt;Fevereiro espreme&lt;br /&gt;O bloco da nostalgia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pó de folhas secas -&lt;br /&gt;Março recolhe as cinzas&lt;br /&gt;Das esperanças vãs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acordes fluem...&lt;br /&gt;Do topo do céu azul de abril&lt;br /&gt;Voa uma canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tédio (e a bebida)&lt;br /&gt;Em maio, a noite branca&lt;br /&gt;Da inexistência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos despertos:&lt;br /&gt;Frio junho matinal&lt;br /&gt;Na névoa sem mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, distante,&lt;br /&gt;A mulher de julho cantava...&lt;br /&gt;Fim de tarde na sala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos de agosto:&lt;br /&gt;O menino se observa&lt;br /&gt;e tenta refletir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuva de setembro&lt;br /&gt;Flores pisoteadas&lt;br /&gt;Por passos sem rumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anjo de outubro&lt;br /&gt;Um tempo para o coração&lt;br /&gt;Sempre contigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-48722725625138525?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/48722725625138525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=48722725625138525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/48722725625138525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/48722725625138525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/11/os-doze-passos-eternos-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-4177017096559647030</id><published>2007-10-03T11:31:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T11:33:54.237-03:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos XII (hai-kai)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para a Rafa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortuna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anjo de outubro&lt;br /&gt;Um tempo para o coração&lt;br /&gt;Sempre contigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-4177017096559647030?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/4177017096559647030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=4177017096559647030&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/4177017096559647030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/4177017096559647030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/10/os-doze-passos-eternos-xii-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos XII (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-7739506708755936768</id><published>2007-09-25T09:30:00.000-03:00</published><updated>2007-09-25T09:35:02.137-03:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos XI (hai-kai)</title><content type='html'>Sacrifício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuva de setembro&lt;br /&gt;Flores pisoteadas&lt;br /&gt;Por passos sem rumo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-7739506708755936768?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/7739506708755936768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=7739506708755936768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/7739506708755936768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/7739506708755936768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/09/os-doze-passos-eternos-xi-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos XI (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-1832713774149731896</id><published>2007-08-13T10:26:00.000-03:00</published><updated>2007-08-13T10:33:26.284-03:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos X (hai-kai)</title><content type='html'>Meditação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos de agosto:&lt;br /&gt;O menino se observa&lt;br /&gt;e tenta refletir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-1832713774149731896?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/1832713774149731896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=1832713774149731896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/1832713774149731896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/1832713774149731896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/08/os-doze-passos-eternos-x-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos X (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-8987272285107388306</id><published>2007-07-16T01:39:00.000-03:00</published><updated>2007-07-16T01:45:25.880-03:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos IX (hai-kai)</title><content type='html'>Santificação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, distante,&lt;br /&gt;A mulher de julho cantava...&lt;br /&gt;Fim de tarde na sala&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-8987272285107388306?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/8987272285107388306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=8987272285107388306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/8987272285107388306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/8987272285107388306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/07/os-doze-passos-eternos-ix-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos IX (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-3109223523990459329</id><published>2007-07-02T11:36:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T11:48:25.477-03:00</updated><title type='text'>Quando você percebe que cresceu (crônica)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeiro aniversário de um dos jogos mais patéticos que já vi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, vi o Brasil sair mais cedo de uma Copa do Mundo. Depois de três finais seguidas, uma despedida apática. Os torcedores se surpreenderam com a eliminação do “melhor time do mundo”. Muitos choraram. Outros se revoltaram. Dor, tristeza, raiva. Emoções que não senti naquela tarde de sábado. Troquei o desespero pelo consolo. Consolo aos amigos, todos da mesma idade. Diferentes reações de uma geração. Um chorava, outro gritava sem parar. Garrafas quebradas, cadeiras chutadas. Em vez de me preocupar com a derrota de um time sem alma, fiquei atento às reações deles. Tudo para evitar acidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, foram inúmeras conversas sobre a seleção e o torneio. Concluímos que foi a pior copa que já vimos. Foi a Copa do Medo. Covardia. Falta de ousadia sob a máscara da prudência. Treinadores e jogadores temiam mais a derrota do que desejavam a vitória. A seleção brasileira foi além. Queríamos um time talentoso e lutador. Nos presentearam com vaidade, conservadorismo e despreparo. O sonho do espetáculo era uma farsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns escaparam dos lamentos. Quem percebeu os problemas do time imaginava uma possível eliminação. Durante o jogo fatídico, era uma hipótese que não podia ser ignorada. Não havia como camuflar a realidade. E quando não há ilusão, não existe decepção. Apenas amargura e frieza diante do fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado olhar para o passado agora. Quando éramos crianças, o mundo caía quando nosso time ou a seleção perdia um jogo importante. A vida não fazia mais sentido. Como éramos ingênuos. Puros. Crescemos e aprendemos muito sobre as coisas. Você percebe que ser maduro é ficar amargo, cético e frio. Que a realidade é assim. Você cresceu e sabe que os interesses alheios estão acima de tudo. Você cresceu e as despreocupações da infância ficaram para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez passe a vida inteira sendo uma pessoa melancólica. Mas pelo menos será por motivos diferentes. Você irá chorar pelo fracasso pessoal. Irá chorar quando aqueles que estima caírem lutando. Mas nunca mais ficará triste por pessoas que não vão atrás de seus objetivos. Por pessoas que representam uma paixão nacional, mas não se esforçam para se mostrar dignas dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é feita de interesses pessoais. Uma criança não imagina o que passa pelos bastidores de uma Copa do Mundo. Para ela, são apenas dois times que jogam pela vitória. Uma criança não sabe que a paixão pelo dinheiro e pela fama às vezes prevalece. Quando cresce, não há escapatória. A alegria do gol pode continuar. A tristeza da eliminação também. Mas a visão muda. Nem mesmo o futebol consegue se manter intacto da realidade. Há sujeira nos bastidores e os jogadores são simples mortais. O futebol passa a ser apenas um jogo. Uma representação das qualidades e dos defeitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a quatro anos haverá uma nova copa. Será uma nova chance para a seleção buscar o título. Qual será a diferença em sua vida se ela ganhar ou perder? Auto-estima, felicidade? Não insista, a realidade está muito além das quatro linhas. Deixe as ilusões para as crianças. Compreenda que a felicidade só depende de você. Guarde as lágrimas para as glórias e os dramas pessoais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-3109223523990459329?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/3109223523990459329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=3109223523990459329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/3109223523990459329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/3109223523990459329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/07/quando-voc-percebe-que-cresceu-crnica.html' title='Quando você percebe que cresceu (crônica)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-8851497506845065755</id><published>2007-06-23T19:56:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T20:00:52.443-03:00</updated><title type='text'>O reflexo inquieto (conto)</title><content type='html'>Milhares de pessoas passavam e sumiam rapidamente naquele labirinto infinito, de corredores largos e extremamente brancos, quase transparentes. Tinham pressa, mas flutuavam sem se cansar; apesar da velocidade, seus rostos permaneciam rígidos, frios, sem contrações e emoções. Incontáveis portas se espalhavam pelos lados e eram o destino final de todos. Quando alcançavam a porta que deveriam encontrar, atravessavam-na e mergulhavam em um lugar totalmente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como eles, eu deslizava por esse mundo vazio, atraído por uma força desconhecida que controlava todos os meus movimentos. Não conseguia parar, tampouco alterar o meu ritmo. Era incapaz até de realizar ações simples como falar, virar a cabeça, fechar os olhos e erguer os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era igual a eles em quase tudo: flutuávamos calados, com gestos mecânicos, sem naturalidade, em direção a uma porta que nem tivemos chance de escolher. A única diferença é que eu percebia, ainda que efemeramente, as coisas ao meu redor. Pensar, porém, era uma tarefa árdua. Quando desenvolvia um pensamento, ele logo se dissolvia. A minha mente era uma vastidão vazia, pontuada por alguns lampejos ocasionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impotência era tão grande que nem podia me desviar das pessoas, eu simplesmente as atravessava; elas, por outro lado, passavam por mim como se eu não existisse, como se ninguém existisse ao redor de cada uma delas. Pareciam estar todas cegas, pareciam só enxergar o nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei a flutuar até parar diante de uma porta e transpô-la. Agora estava em um banheiro (por que eu estava lá?), com uma sensação estranha: acho que já estivera ali antes. Encarava-me no espelho, embora não soubesse o motivo. Tentava fazer algo diferente, mas sempre fracassava. Nada em mim me obedecia; eu agia por impulso, sem refletir. Tudo parecia previamente programado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi minhas olheiras no espelho, mas não sentia cansaço. Molhei o rosto e fiz uma careta, mas não sabia se a água estava quente ou fria. Com a testa encostada ao vidro, mexi os lábios, mas não ouvi som algum. Cada gesto meu não parecia ser novo, apesar de não me lembrar dos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher morena entrou no banheiro (por que ela estava lá?) e parou do meu lado. Sorrimos e nos viramos, nossos perfis colados refletiam no espelho. Inclinei a cabeça, fechei os olhos e a beijei. Beijava-a sem saber o nome dela, sem sentir o gosto dos lábios dela, sem saber quem (ou o quê) nós realmente éramos. Deveria sentir algo, mas não conseguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a mão dela e, juntos, atravessamos a porta. Em vez de voltarmos ao labirinto branco, entramos em um quarto. Olhei-me no espelho do armário e vi que estava suando. Gotas escorriam pelo meu rosto, mas eu continuava sentindo nada. Era realmente estranho: o reflexo que acompanhava os meus movimentos no espelho parecia muito mais vivo do que eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-8851497506845065755?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/8851497506845065755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=8851497506845065755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/8851497506845065755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/8851497506845065755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/06/o-reflexo-inquieto-conto.html' title='O reflexo inquieto (conto)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-6226698348117994883</id><published>2007-06-12T04:46:00.000-03:00</published><updated>2007-06-12T04:58:52.560-03:00</updated><title type='text'>Doze motivos para abolir o Dia dos Namorados (crônica)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ai ai ai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Nas palavras abaixo, exponho doze argumentos favoráveis à abolição do Dia dos Namorados. No momento em que você estiver lendo este texto, já contarei proteção policial graças ao Departamento Federal de Defesa às Testemunhas Amigas da Sobriedade. Se você se encaixa na categoria difamada e se sente ofendido, nem pense em retaliações ou atentados. Você não tem condições necessárias de planejar e executar algo eficiente. Uma almofada em forma de coração serve como presente de namoro, mas infelizmente não tem o mesmo poder de fogo que um revólver. Traga sua razão de volta e reflita sobre os motivos apresentados abaixo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 1: economia. No dia dos namorados, as floriculturas jogam o preço de seus produtos lá para o alto. Tudo culpa da demanda absurda. Espero que as flores nunca entrem no cálculo da inflação. Não haverá ministro de Fazenda que vá resistir no cargo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 2: segurança. Sabe que aquele seu vizinho que não se contenta em compensar todas as mancadas do namoro com um simples jantar à luz de, digamos, duas velas? Tome cuidado se ele quiser fazer um coração na sala...com duzentas velas! O fogo dos apaixonados pode queimar sua casa literalmente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 3: dignidade. Já parou para ver e ouvir as palavras que os enamorados preparam para derreter corações? É de causar náuseas. E não me venha com esse papo de sinceridade. Chamar a amada de chuchuzinho, tetéia ou algo do gênero é patético e deveria ser proibido. Onde está a Convenção de Direitos Humanos de Genebra quando mais precisamos dela?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 4: naturalidade. Casal de namorados passa metade do tempo sorrindo – a outra metade é brigando, é claro. Às vezes lembram que é importante respirar. Nada contra sorrisos. Mas tudo contra sorrisos afetados, artificiais e banais. A afetação é tanta que tudo é motivo pra sorrir. E de vulgar, já basta a tevê aberta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 5: responsabilidade. Como é que vou cumprir meus compromissos no dia 13 de junho se tenho que consolar o amigo que não conseguiu reatar o namoro, abrigar o maluco que resolveu fazer um coração com velas e incendiou a casa, pagar a fiança do inconseqüente que foi preso por se declarar à amada com uma banda de heavy metal às três da madrugada e ir ao enterro do depressivo que não suportou passar outro ano sozinho?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 6: saúde. Fumaça de vela causa câncer nasal. Flores liberam substâncias alucinógenas. Declarações patéticas provocam ataques de histeria incuráveis. Excesso de sorrisos deforma o rosto com mais rapidez e não há plástica que resolva.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 7: ecologia. O sistema público de limpeza não dá conta de recolher tanto lixo no dia seguinte. O papel do embrulho leva de 3 a 6 meses para se decompor. O plástico dos pacotes, cem anos. O vidro da garrafa de vinho, 1 milhão de anos. O tempo de decomposição do papel com declarações é impossível de estimar. O que é ruim dificilmente morre.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 8: comunicação. Já parou para reparar que os casais têm um vocabulário próprio, mais bizarro do que qualquer língua que possa surgir? No dia dos namorados, nem adianta puxar papo com pessoas comprometidas. A não ser que leve um tradutor ou um dicionário. Ah, aprenda rapidamente a gritar “sua casa está pegando fogo!” em namorês. Talvez seja necessário.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 9: filme. Comédia romântica-bobinha-com-açúcar-e-final-feliz na tevê? Com a mais nova queridinha de Hollywood? Meu deus, a tevê consegue ser mais vulgar do que eu imaginava! A Convenção de Genebra realmente é uma falácia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 10: desenvolvimento humano. Namorar é a arte de inventar mentiras. Poupe sua criatividade para coisas mais úteis. Como aprender a fazer um “gato” com o fio da tevê a cabo do vizinho e ver o documentário “Namoro: um entrave ao progresso da humanidade” ou “Apague um incêndio apenas com um copo d’água”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 11: música. O pior não é ter de agüentar as divas com seus falsetes e infinitas canções sobre o amor. O pior mesmo é ouvir as interpretações de seus fãs. E pensar que só heavy metal dá cadeia. Incompreensível.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Motivo 12: existencialismo. Um terço da humanidade passa o Dia dos Namorados alienado e outro terço fica chorando porque não consegue estar na mesma situação (não me peça para entender isso). A parte que resta lê textos como este para escapar da maldição do relacionamento e não depender de outra pessoa para ser feliz. Muitos já falharam nessa missão. Por eles, nenhum minuto de silêncio, por favor.&lt;/span&gt;    &lt;/span&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-6226698348117994883?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/6226698348117994883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=6226698348117994883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/6226698348117994883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/6226698348117994883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/06/doze-motivos-para-abolir-o-dia-dos.html' title='Doze motivos para abolir o Dia dos Namorados (crônica)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-2993517266796185609</id><published>2007-06-04T01:10:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T01:17:41.716-03:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos VIII (hai-kai)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos despertos&lt;br /&gt;Frio junho matinal&lt;br /&gt;Névoa sem mundo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-2993517266796185609?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/2993517266796185609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=2993517266796185609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/2993517266796185609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/2993517266796185609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/06/os-doze-passos-eternos-viii-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos VIII (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-1193858321840952787</id><published>2007-05-09T14:36:00.000-03:00</published><updated>2007-05-09T14:42:34.566-03:00</updated><title type='text'>Fila de banco (gaveta II)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Besteiras escritas para aula de Contos II.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preguiça nas férias foi tão contagiante que só consegui observar uma fila de banco na quarta passada, 7 de fevereiro. Já tinha tentado fazer isso em duas ocasiões anteriores, mas fracassara, pois escolhera horários “ruins”, em que praticamente não havia fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resoluto, parti para uma nova tentativa na agência do Banco do Brasil que fica próxima à Biblioteca Central, na data acima mencionada, por volta das 12h30. O local estava bastante movimentado; mais do que uma fila, havia três para minha felicidade: a do saque (sempre a maior de todas), a do depósito e ao do cheque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me em uma das cadeiras e percebi que não estava tão próximo assim das filas e não poderia observá-las com tanta precisão; por outro lado, eu tinha uma visão geral da agência, tanto do setor de caixas eletrônicos quanto da rua. E isso me ajudou a presenciar várias cenas interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas foi um senhor barrigudo, que vestia uma camisa esquisita da seleção brasileira de futebol; só não era mais bizarra que a usada pelo Dunga na véspera, quando o time perdeu para Portugal. Para me refazer do susto, acalmei-me vendo várias garotas, umas com minissaia, outras com calça de ginástica (tinha até mãe e filha assim). Enquanto registrava estas informações relevantes no meu caderno, a mulher ao meu lado tentava espiar o que eu escrevia. Se conseguiu, deve ter ficado horrorizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu deleite prosseguiu com a chegada de uma loira de top verde, bronzeada e de pernas torneadas, e duas alunas da Odontologia. Uma delas, uma loira igualmente bela, entrou só para acompanhar a amiga que foi sacar. Sem vaga no banco de três lugares (antes do cavalheirismo vinha o trabalho), ela desfilou por alguns instantes na agência antes de parar ao lado da porta. Ficou mexendo na bolsa e observando o movimento na rua; a amiga retornou logo, reclamando dos valores disponíveis no caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que outra loirinha, da Farmácia (viva o CCS!), entrou. Vestidinho branco, nariz empinado e sortuda: conseguiu uma caixa rapidamente. Admirava-a quando uma senhora arrancou-me de meus devaneios para perguntar onde ficava a fila (!). Presumi que fosse a do saque e para lá apontei. Logo depois, veio uma moça morena que ficou cinco segundos na fila e foi embora. Esquizofrenia absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos, ávidos, voltaram-se para loirinha, mas ela já estava saindo. Um rapaz com bermuda de surfista, que acabara de fazer um depósito, secou-a descaradamente, muito menos discreto do que eu. Como não havia mais beldades, passei a ouvir a conversa entre dois conhecidos, um homem e uma mulher, na fila do cheque. Falavam sobre trivialidades; ela, loira (outra) de vestido verde-claro, se despediu com um “tudo de bom” e partiu para a requisitada mesa dos formulários para depósito. E, sabe-se lá como (pois eu não vi), ela saiu com uma laranja na mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o relógio. 12h42. A agência esvaziou um pouco e, para minha alegria, apareceu outra moça bonita, desta vez uma estudante de Jornalismo. Nunca a tinha visto antes; era caloura e chamava-se Rafaela, dizia a bolsa dela. Na seqüência, mais uma loira! Usava também um vestido verde-claro e pensei que fosse a mesma de antes, mas não, essa era mais jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com menos pessoas no local, o barulho intermitente do aparelho de ar-condicionado irritava mais, parecia uma tobata. Entediado, passei a observar a rua. Muitas pessoas voltavam do almoço e se dirigiam ao campus. Vi, inclusive, seis alunas maravilhosas do CCS na calçada da biblioteca, sorridentes e distantes, rindo sem parar. Infelizmente elas não vieram para a agência, que pulsava de novo com a chegada de mais pessoas e o desenrolar de um suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Onde fica o CTC?”, perguntou uma mulher de uniforme (adivinhem a cor do cabelo dela), funcionária da empresa Gertis, para a fiscal do banco. “É muito longe?”, questionou em seguida. Mesmo pegando a conversa pela metade, compreendi que havia algo de errado. Olhei para esquerda e vi que o único caixa eletrônico disponível para serviços de cheque não estava funcionando. A loira, indecisa (ou com preguiça de ir até o CTC), sentou-se, à espera de uma solução rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ínterim, a agência lotou novamente – oito pessoas entraram de uma vez só e a fila do saque alcançou a porta. Um alarme falso soou: alguém imaginou que o caixa do cheque tivesse voltado a operar, mas foi só a tela que ligou. Desolada, a loira do Gertis continuou a esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar a situação dos ouvidos sensíveis, uma britadeira começou a ressoar, reiniciando as obras no banco. Os borburinhos das pessoas e o ar-condicionado a acompanhavam. Em meio a essa orquestra dissonante, uma moça morena, magra e bonita, com uma sacola do Comper repleta de iogurtes, pediu ajuda à fiscal. Ao saber que o caixa do cheque estava inoperante, saiu decidida em direção ao CTC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu parti logo depois, sem saber o destino do caixa e da loira do Gertis, tampouco o tempo que as filas levaram para se desmanchar por completo. Minha fome prevalecera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-1193858321840952787?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/1193858321840952787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=1193858321840952787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/1193858321840952787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/1193858321840952787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/05/fila-de-banco-gaveta-ii.html' title='Fila de banco (gaveta II)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-6422002509623252072</id><published>2007-05-03T06:14:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T06:37:30.307-03:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos VII (hai-kai)</title><content type='html'>Limbo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tédio e a bebida&lt;br /&gt;Em maio, a noite branca&lt;br /&gt;Eu inexisti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-6422002509623252072?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/6422002509623252072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=6422002509623252072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/6422002509623252072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/6422002509623252072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/05/os-doze-passos-eternos-vii-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos VII (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-9090532963941300836</id><published>2007-04-22T03:52:00.000-03:00</published><updated>2007-04-22T03:59:36.377-03:00</updated><title type='text'>Entre sonhos e pesadelos (gaveta I)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esse texto foi escrito há mais de dois anos e faz parte de um projeto megalomaníaco, que está momentanemente parado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sono. Ler alguma coisa aquela hora era impossível; pálpebras pesadas, bocejos incessantes. Sentado diante de sua escrivaninha, Danican lutava contra todos os sintomas de mais um dia cansativo. Sua cabeça não parava de balançar; os sentidos falhavam e a mente não conseguia mais captar as informações do livro que tinha em suas mãos. “Poças de Chuva no Deserto”, o mais recente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;best-seller&lt;/span&gt;, elogiado pela crítica, sucesso de vendas. Sono. Por melhor que fosse, não conseguiu manter o jovem atento. Era uma tarefa épica, era impossível enfrentar o sono. Danican pôs o marcador de páginas e fechou o livro. Em meio a um festival de bocejos, tirou sua camisa, ligou o aparelho de som e jogou-se na cama. Tal era a preguiça que mal tinha vontade de ir ao banheiro. Faria isso daqui a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitado de lado, observava o seu quarto. Roupas sobre a mesa, revistas no criado-mudo, o caos por todos os lados. Talvez arrumasse isso no dia seguinte, afinal hoje já era uma batalha perdida. A viagem o deixara cansado; quatro, não, cinco horas de viagem até a casa de sua mãe, ao conforto de dois meses de férias. Universidade só no ano que vem...vida só no ano que vem. Sua cabeça afundava no travesseiro, seus olhos, no quarto onde passou boa parte de sua vida. Sono. Tantas lembranças...sua música favorita começou a tocar...mais lembranças...preciso ir ao banheiro antes de dormir...Nastya...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nastya! E Danican despertou. Suava. O verão ia ser forte naquele ano, pensou. Sentou-se na cama e olhou para a tela do aparelho de som. O cd já chegara ao fim. Dormiu pelo menos por uma hora. A cabeça doía um pouco, como estivesse pedindo para ser desligada; ela zumbia sem parar. Pior era sensação que tinha na boca, cujos dentes não escovara. Era horrível, pareciam estar num processo irreversível de apodrecimento. Acariciou o cabelo e ajeitou por um tempo a franja empapada, procurando ações e pensamentos numa mente recém-saída da dormência, arremessada contra novas sombras. Ruídos de carros trouxeram a consciência, a concentração necessária para tudo, menos para voltar a dormir. O banheiro. Os dentes. Ao menos nos cinco próximos minutos ele sabia o que devia fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-9090532963941300836?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/9090532963941300836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=9090532963941300836&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/9090532963941300836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/9090532963941300836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/04/entre-sonhos-e-pesadelos-gaveta-i.html' title='Entre sonhos e pesadelos (gaveta I)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-6903018020650570161</id><published>2007-04-11T15:27:00.001-03:00</published><updated>2007-04-11T15:34:47.362-03:00</updated><title type='text'>Adeus, garoa (conto)</title><content type='html'>“Já não lembro mais quando foi a última vez em que nós nos encontramos, Stella. Eu vi anos nascerem e morrerem sem ter a sua companhia. Quantas madrugadas insultei com meus gritos desesperados sem saber se você ainda pensava em mim. Quantas tardes fiquei deitado na cama recordando o passado sem ter ninguém com quem desabafar. E quantas manhãs acordei com a esperança de encontrar uma nova garota. Mas ninguém escutou meus berros, ajudou a me reerguer ou me olhou com carinho. Ninguém. Estou cansado desta vida, Stella. Depois de tanta procura, só me restaram decepções. Se a eternidade realmente existe, eu já a alcancei quando estive com você. Por isso, não sinto raiva do mundo, mas confesso que não tenho mais vontade de acompanhá-lo. Ou melhor, assombrá-lo. Hoje sou apenas um fantasma. Estou morto desde o dia em que perdi você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas mãos tremem enquanto escrevo esta carta, minha querida. Não posso mais ignorar a decisão que venho adiando há meses. Não me resta mais nada para continuar. Todos ao meu redor parecem tão felizes, como se compartilhassem algo que não sinto há anos. Eles vivem o amor e nele se sustentam. Parece-lhes tão simples esse ciclo de recomeços e fins. Eu não acredito nisso. De que adianta recomeçar quando sei que dificilmente chegarei novamente a um grau de felicidade tão alto? Continuo a acreditar que só se encontra uma mulher inesquecível em toda a vida. E você é a minha mulher inesquecível, Stella. Posso beijar dezenas de mulheres, mas só o sabor dos seus lábios ficará. Posso abraçar quantas garotas quiser, mas só o seu perfume continuará em mim. Posso me divertir com tantas outras, mas só guardarei as suas risadas. Você implorou, mas eu não consegui. Meu amor é você. Como posso esquecer uma mulher inesquecível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mais o que escrever. São tantas coisas a serem ditas, mas não sei como colocá-las no papel. Temo usar palavras erradas; não quero que pense que estou desesperado, inconformado. Não sei como explicar, mas me sinto tranqüilo. É estranho, eu deveria estar chorando, suplicando por sua presença, Stella. Deveria lutar até o fim, convencer você a abandonar o seu namorado. Queria que você voltasse para mim, mas agora não adianta mais. Tudo está acabado para sempre. Enquanto você e ele estão se divertindo em alguma festa idiota, eu, sozinho, acabo de chegar a uma decisão irrevogável; as circunstâncias me obrigaram a tomá-la. Como pode a vida ser tão bela e tão cruel? Doses raras de felicidade não são suficientes para encarar a melancolia do cotidiano. Estou cansado, Stella. Estou morto, apesar de meu coração insistir em bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove lá fora enquanto escrevo. Limpo meus olhos e observo a noite pela janela aberta. Lá está a garoa, iluminada pela luz dos postes. Lá está a garoa que brilha, a mesma da nossa última noite. Até o nosso fim foi belo; não houve brigas, discussões, lágrimas. Você preferiu terminar o relacionamento e eu simplesmente aceitei. Não queria concordar, mas fiquei tão paralisado que não soube me opor e machucar você. Que dor silenciosa perpassou o meu peito, que dor silenciosa me acompanhou pelas ruas no fim daquela madrugada. As poças refletiam as estrelas. A chuva roubara a eternidade. O céu azul do nosso primeiro dia nunca mais voltaria. Tudo isso passou pela cabeça, mas me recusei a chorar até agora. Jurei que nunca faria isso, mas falhei. A vida não é justa, Stella. Levamos anos para atingir nossos sonhos e ela se aproveita de nossas próprias falhas para destruí-los. Abrimos mão de lembranças preciosas para manter as promessas e ela simplesmente ignora o nosso sacrifício. Sei que sou responsável pelos meus atos, mas às vezes não há como impedir a ação do acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino levou você, meu amor. É como se o vento me trouxesse uma folha às mãos e logo depois a soprasse para um lugar inatingível. Depois de tanto lutar, desisti de procurá-la, Stella. Sim, eu finalmente desisti de você e de tudo. Adeus. Acabou. Preciso sair de casa. Preciso respirar. Vou até a rua, até o meio dela, sentir a garoa, dançar entre os carros, voar e respirar pela última vez. A noite trágica se repete para que eu possa, enfim, partir. Gotas tão oníricas molham suavemente esta carta que escrevo... acho que a chuva está parando...é agora ou...ouço um barulho que vem deste lado da rua...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sob as mãos do cadáver, havia uma carta, mas ninguém ousou abri-la. As palavras, manchadas por lágrimas, foram enterradas junto com o caixão. Entre as flores depositadas sobre o jazigo, havia uma coroa com outra carta: “O som da última gota foi o ruído do telefone. Um carro, um casal bêbado, fim de festa; um acidente fatal nos reuniu de novo. Ainda vivo e agora não tenho mais o direito de morrer. Uma vida preciosa se foi. Meus cabelos continuam molhados; a garoa nos acompanhou até o fim, até a folha sucumbir à força do vento e cair ao chão. As poças refletem as estrelas mais uma vez antes do amanhecer. Você morreu e agora eu devo encontrar um outro céu azul. E outra mulher inesquecível. Adeus, Stella. Sua vida me matou, sua morte me ressuscitou. O meu amor não será mais seu”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-6903018020650570161?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/6903018020650570161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=6903018020650570161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/6903018020650570161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/6903018020650570161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/04/adeus-garoa-conto_11.html' title='Adeus, garoa (conto)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-2301861727062755202</id><published>2007-04-01T18:59:00.000-03:00</published><updated>2007-04-01T19:03:34.957-03:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos VI (hai-kai)</title><content type='html'>Epifania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acordes fluem...&lt;br /&gt;Do topo do céu azul de abril&lt;br /&gt;Voa uma canção&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-2301861727062755202?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/2301861727062755202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=2301861727062755202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/2301861727062755202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/2301861727062755202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/04/os-passos-eternos-eternos-vi-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos VI (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-2202420499934721807</id><published>2007-03-27T02:18:00.000-03:00</published><updated>2007-03-27T19:57:21.246-03:00</updated><title type='text'>Estrelas de vidro (hai-kai)</title><content type='html'>Beba e esqueça&lt;br /&gt;Quebre as garrafas e dance&lt;br /&gt;Beba comigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-2202420499934721807?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/2202420499934721807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=2202420499934721807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/2202420499934721807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/2202420499934721807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/03/garrafas-hai-kai.html' title='Estrelas de vidro (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-1019905544650755919</id><published>2007-03-17T03:31:00.001-03:00</published><updated>2008-11-09T03:22:06.236-02:00</updated><title type='text'>A última crônica</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* Não, não é a minha última crônica. É apenas um texto que fala como seria a última crônica de diversos tipos de escritores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última crônica sempre complicará a cabeça do escritor. Manter os temas trabalhados ou falar sobre algo diferente? Refletir sobre a vida em geral ou a própria vida? Escrever uma crônica pequena, sucinta, ou a maior de todas? Fazê-la divertida ou séria? Ou então tentar a difícil e agradável missão de trabalhar com essas sensações distintas ao mesmo tempo? Se a crônica é uma conversa com o leitor, faltam palavras adequadas para a despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber o que escrever, o escritor deve silenciar e refletir. Precisa descobrir que a última crônica não pode ser somente sobre idéias, pensamentos ou sentimentos. A última crônica deve ir além de tudo isso. Não há mais razão para se esconder entre as frases. A última crônica deve ser o reflexo fiel do próprio escritor. Não basta mais dar vida a ela. É preciso que o autor se transforme em crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última crônica do escritor famoso, por exemplo, não será a última que ele apresentou antes de morrer. Será aquela que ficará anos e anos escondida em alguma gaveta ou caixa, redescobrindo o gosto do anonimato perdido. Já o último texto do escritor anônimo é o sonho que morreu ou a esperança que cansou de esperar os aplausos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o cronista idoso, a última crônica é um adeus ao tempo e uma saudação à eternidade. Para o jovem, será a vitória da impaciência sobre o talento. E a última crônica do escritor de meia-idade pode esperar anos para saber mesmo se terá a honra de ser a última. Ou apenas a primeira de uma nova fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última crônica do poeta será o silêncio. O silêncio de quem alcançou a beleza suprema das palavras e sabe que não há mais coisas necessárias a dizer. Se o escritor for romântico, é provável que nunca chegue até a última crônica enquanto seu coração não for definitivamente quebrado ou consertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última crônica do depressivo suicida é a única que todos lerão. Por outro lado, a última crônica do escritor amargo é mais uma que vai morrer de solidão. Para o melancólico, a última crônica será a última tentativa de entender a perda da felicidade ou de recuperar o sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo obriga quem vive demais a encarar a morte várias vezes. E quem vive demais escreve várias últimas crônicas para familiares e amigos. A última crônica para os pais é escrita pela saudade. Aos amigos, a última crônica foi a última risada. Que geralmente ignoramos que possa ser a última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo também presenteia o cronista que quer viver. Para o filho que nasce, a última crônica não existe. O autor só escreve uma que nunca terá fim, nem mesmo depois da morte. Já a última crônica para a amada é escrita sem parar, como se simplesmente não houvesse amanhã. É a beleza que caminha feliz, mas oculta o medo de que o caminho seja finito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o escritor do tempo, a última crônica é apenas o fim de um ciclo. A última crônica da primavera é a chuva no fim da tarde. Para o escritor do verão, ela só aparece depois que o sonho de uma noite acontece. O outono escreve diversas crônicas sobre as folhas que caem, mas a última ele reserva para a árvore que fica. E a única crônica do inverno começa e termina com os olhos no céu e nas ruas vazias da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última crônica do verdadeiro cronista será escrita na última página de seu caderno. Na última das páginas infinitas que enfim se tornaram finitas. E ele espera que nunca haja a última crônica do último cronista, a última vida de quem realmente viveu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-1019905544650755919?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/1019905544650755919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=1019905544650755919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/1019905544650755919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/1019905544650755919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/03/ltima-crnica.html' title='A última crônica'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-4348498592855433288</id><published>2007-03-11T05:06:00.000-03:00</published><updated>2007-03-11T05:22:56.188-03:00</updated><title type='text'>A boca de Ária (conto)</title><content type='html'>Chovia muito naquela tarde de sábado. Dezenas de cachoeiras desaguavam na cidade e milhões de gotas dançavam e se espatifavam nos prédios e nas ruas. Viviam sua queda, viviam sua glória. Da sacada de meu apartamento, eu contemplava aquelas pequenas bombas ruidosas, explosões no céu. Eu estava molhado, úmido até as veias, sem camisa, músculos retraídos de frio. Fumava para aquecer a boca, castigada pelas gotas que o céu não conseguira mais abraçar. Um céu tenso e finito que se desfazia em gotas impetuosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estático, tremi quando uma mão aconchegante pousou em minhas costas e queimou meus poros. Era Ária, minha doce Ária, mais silenciosa do que uma garoa. Não precisei me virar para saber que ela usava uma de minhas camisas velhas, que ia além da cintura de seu corpo delicado. Minha mão esquerda, na coxa dela, deslizava, massageava-a; meus dedos tamborilavam com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava abraçada a mim, seu rosto aquecia minhas costas nuas. Suas mãos dançavam no meu peito: os dedos subiam e desciam, beliscando-me sutilmente, e as unhas roçavam os pêlos, arrepiando-os. Sua respiração serena ressoava em meu coração, o sangue desacelerava. Uma harmonia envolvia o meu corpo e eu fechava os olhos para ouvi-la melhor. A tempestade continuava, mas agora estava distante de mim. Pingavam apenas gotas finas no meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mão de Ária retirou-me o cigarro e jogou-o pela sacada; sabor ruim, deixa a boca azeda, ela dizia. A última baforada se desvanecia enquanto eu soerguia meus pulmões. Ainda havia um pouco de tensão em mim. Era um ponto seco, amargo, escondido, que Ária começou a procurar com os seus beijos molhados. Sua boca, delicada, saltava sobre minhas costas. Seus lábios, cortinas de carne, abriam-se e sorviam as gotas que escorriam pela coluna. Sua língua ia, voltava, girava; deixava rastros de saliva nos ombros, nas espaldas, perto da cintura. Era um fogo vivo úmido. Eu ofegava lentamente, segurando cada espasmo ao máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mão esquerda não descia mais pela coxa de Ária, agora passeava pela carne quente, carícias que interrompiam os seus beijos. Virei a cabeça para ver as pálpebras cerradas, os gemidos tímidos que escorriam dos lábios arrebitados. Virei-me totalmente e a admirei por um instante, menos do que uma respiração, mais do que uma batida cardíaca. Os cabelos lisos, colados ao pescoço, sem alcançar os ombros. Fios negros que riscavam o rosto, tão lívido que os olhos castanhos escureciam. Rosto bonito, encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E havia a boca, ah!, a boca de Ária! Duas ondas carnudas, roxas de desejo, que nunca se tocavam inteiramente. Sempre havia uma fresta, minúscula listra negra, de onde exalava uma mistura de ingenuidade e malícia. Pus o dedo sobre aquela fresta e pressionei o lábio superior para cima. Ela sorriu, sua língua serpenteava o dedo antes de abocanhá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus dedos finos tocaram minha testa, arrumaram minha franja. As mãos em concha no meu queixo, bailarina na ponta dos pés. A língua dançava e cantava. Eu acompanhava os passos que subiam pelos dentes, até o céu da boca. As línguas se uniam, rodopiavam; quando saíam do palco, as pontas se equilibravam no ar. Os dentes de Ária esticavam os meus lábios e sua língua abandonava o dueto para se apresentar ao rosto, ao pescoço, ao peito. Contorcia-se e contornava várias direções antes de atacar minha boca de novo. Nossos corpos se agarravam e os dedos se multiplicavam. Eu tentava respirar um pouco, mas Ária expulsava o ar, expulsava qualquer barreira que atrapalhasse a música. O tempo era só uma gota, sugada por nossos beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca dela acalmou-se em minha orelha, fragmentos do ar vibraram com o seu sorriso. “Vem”, ela me sussurrou. Um som límpido, suave, que virou um beijo longo, incansável. No meu corpo, frêmitos infinitos. Minha boca era carne retalhada, abençoada. Saboreava pedaços de Ária, calor brando que ardia, e queria mais, muito mais. Eu queria tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se afastou sorrindo e tirou a camisa, revelando as gotas que reluziam no seu corpo alvo. A camisa fria, encharcada, ficou na sacada; Ária, a passos insinuantes, foi para o quarto e sentou-se na cama. Um rastro de calor me separava dela, das gotas que escorriam pelos seios firmes. Eram pontos prateados que desciam por seus bicos rijos, passavam por seu umbigo e morriam em seus dedos. A luxúria abrira as pernas, mas a timidez as protegia com as mãos. “Vem”, a boca sussurrou, e eu percebi que a timidez era apenas um disfarce de sua nova provocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui e cada movimento do meu corpo dissolvia lentamente o quarto, o mundo. Só Ária deveria permanecer. Ajoelhei-me e não parei de beijá-la, de sorver suas gotas. Pernas, coxas, cintura, barriga, eu marcava cada pedaço do corpo. Ária, deitada, chamava o prazer e eu a obedecia, ia até sua boca, a seus lábios rosados, à sua língua, essência da carne. A boca de Ária me chamava, minha língua sentia o convite e escorregava pelos lábios, deixando-os ainda mais intumescidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vem, vem, vem”, murmurava. Minha língua e minhas mãos se perdiam em círculos de carícias no seu corpo, eu me perdia nela. Sentia uma pele macia, que se confundia com a carne, sufocava-me em poros quase sempre sufocados. Beijava o seu rosto ruborizado, minha língua na boca dela, meus dedos na boca dela, tudo ao mesmo tempo. Mal respirávamos, suávamos sem parar. “Vem”, ela gemeu em minha orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me e tirei as calças molhadas. As pernas também molhadas não tiritavam de frio. Ela riu, maliciosa, não esperava que o calor já estivesse tão intenso ali. Ária, ah!, minha ácida Ária!, sentou-se na cama, cabelos jogados para trás, minha língua e sua boca grudadas. Ela ia, voltava, mãos em mim, respirava sem respirar. Sentia toda a sua boca, o céu, os dentes; afogava a língua em saliva e prazer, e ela a puxava mais para o fundo. Eu já não via mais o quarto. Porta, janelas, armários, tudo desaparecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitado na cama, ou no que deixava de ser uma cama, sentia os lábios de Ária no corpo. Sua língua chicoteava e amolecia cada canto da pele. Ária me apertava e arranhava, o suor ardia misturado ao sangue que escorria de meu peito. “Vem”, ela escreveu em mim. Eu fui e a levei comigo para fora do quarto. Sua boca se contorcia, gritava por mim. Seu corpo queria o meu até ao fim. Ela não parou mais de me chamar: repetia a palavra em murmúrios, gemidos, espasmos, explosões. Eu a abraçava, beijava-a, recuava e retornava cada vez mais inebriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suados, corpos em ebulição e suores misturados, eu e Ária nos desfazíamos em gotas de prazer. Os lábios delas, calor carmesim, ferviam, queimavam minha língua. Sua boca era intensa, infinita. Eu, mais firme, mais leve, continuava a beijá-la. Loucos e hipnotizados, não nos víamos mais; nós apenas sentíamos, nos sentíamos. Éramos gotas em queda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-4348498592855433288?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/4348498592855433288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=4348498592855433288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/4348498592855433288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/4348498592855433288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/03/boca-de-ria-conto.html' title='A boca de Ária (conto)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-5103016087217721132</id><published>2007-03-03T04:57:00.000-03:00</published><updated>2007-03-03T05:55:45.346-03:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos - verso V (hai-kai)</title><content type='html'>Procissão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob as folhas secas&lt;br /&gt;Março recolhe as cinzas&lt;br /&gt;Das esperanças vãs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-5103016087217721132?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/5103016087217721132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=5103016087217721132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/5103016087217721132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/5103016087217721132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/03/os-doze-passos-eternos-verso-v-hai-kai.html' title='Os doze passos eternos - verso V (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-2574124444816324990</id><published>2007-02-24T17:56:00.000-02:00</published><updated>2007-03-17T04:00:31.233-03:00</updated><title type='text'>Em uma noite qualquer (hai-kai)</title><content type='html'>Estrelas frias...&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;O jovem fita o céu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar perdido...&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;A rua se transforma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazio e silêncio...&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;As memórias voltam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contornos frágeis...&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;O tempo dissolve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecos distantes...&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;As risadas somem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensações secas...&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;O sabor amarga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho e despertar...&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;As cinzas cobrem a rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu sem estrelas...&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;Vem a melancolia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite eterna&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;Morre devagar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nenhuma outra&lt;br /&gt;Em uma noite qualquer&lt;br /&gt;Deixa de ser qualquer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-2574124444816324990?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/2574124444816324990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/2574124444816324990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/02/em-uma-noite-qualquer-hai-kai.html' title='Em uma noite qualquer (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-7194867144917110248</id><published>2007-02-12T02:02:00.001-02:00</published><updated>2007-02-23T14:01:49.912-02:00</updated><title type='text'>Personalidade x perfumaria</title><content type='html'>Um perdedor em jogos idiotas&lt;br /&gt;Um peso morto no mundo da repetição&lt;br /&gt;Um personagem que discute com o autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma peça da engrenagem que deveria funcionar&lt;br /&gt;Uma pedra que não se encaixa no muro&lt;br /&gt;Uma pena recusada pelas asas de cera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pedaço de vidro em meio às almofadas&lt;br /&gt;Um pensamento em um desfile de imagens&lt;br /&gt;Um pecador que profana o templo das vitrines&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta que ironiza respostas convencionais&lt;br /&gt;Uma perspectiva que não está no estoque&lt;br /&gt;Uma perfeição com defeito de fabricação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma pessoa, não um perfil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-7194867144917110248?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/7194867144917110248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=7194867144917110248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/7194867144917110248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/7194867144917110248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/02/personalidade-x-perfumaria_12.html' title='Personalidade x perfumaria'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-117072786353010094</id><published>2007-02-06T00:06:00.000-02:00</published><updated>2007-03-17T03:36:39.129-03:00</updated><title type='text'>O verdadeiro deus (crônica)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* Crônica escrita para a edição de novembro de 2006 do jornal-laboratório Zero, do Curso de Jornalismo da UFSC, que foi um número especial sobre dinheiro. A crônica foi rejeitada por não ser "descontraída" (também não me avisaram que o texto deveria seguir tal linha). Ao menos, valeu pela experiência de escrevê-la em três horas, na correria, às vésperas do fechamento. Boa leitura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe realmente um deus que influencia as nossas vidas, ele se chama dinheiro. Podemos (ou não) viver sem amor, felicidade ou fé; porém, viver sem dinheiro é quase impossível. É ele que estrutura o mundo e está presente em inúmeras questões: relações de trabalho, salários, impostos, classes sociais, comércio, inflação, serviços, investimentos, gastos, lucros, prejuízos, falências, empréstimos, dívidas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro é onipresente, é a alma do “sistema”, não há como fugir. Ele está acima do bem e do mal, pois pode tanto salvar vidas quanto destruí-las. Ou simplesmente ignorá-las. Ele, enfim, é um deus de infinitas faces, que variam de acordo com os seus seguidores. E é neste ponto que se encontra grande parte das tragédias humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrida pela sobrevivência é tão frenética que criamos várias aberrações ao conceder um valor excessivamente importante para o dinheiro. Duas delas são o materialismo e o consumismo desenfreado. Não nos contentamos em suprir nossas necessidades; movidos pela vaidade, compramos objetos que aumentem o nosso status e provoquem admiração alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o dinheiro deixa de ser um meio e se torna um fim: compro, logo existo. Inebriados pelo efeito enganador do consumo, abandonamos o prazer e a alegria das coisas simples da vida e ficamos presos a produtos, eventos e vícios que serão esmagados pelo tempo. E, pior, tentamos mostrar aos outros que somos felizes desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpamos o dinheiro pelos problemas que provoca, mas também deveríamos agradecer a ele. Afinal, o dinheiro nos ajuda a revelar a natureza humana. Revela-nos a facilidade que temos para ser pessoas mesquinhas, egoístas e individualistas, e a capacidade de cometer atos estúpidos e irracionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das conseqüências mais terríveis é a alta concentração de renda no mundo, em que 20% da população mais rica possui 80% de todas as riquezas, enquanto apenas 0,5% está nas mãos da parcela mais pobre. Usamos o dinheiro para criar uma fonte de misérias e vivemos a lógica do absurdo: em vez de usar o dinheiro para melhorar o planeta, nós o destruímos sob a bandeira do progresso – e da obtenção de mais dinheiro. E, se for preciso, pisoteamos também a democracia, os direitos humanos, a dignidade própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendemos a nossa suposta humanidade para roubar, seqüestrar, extorquir, matar, realizar qualquer tipo de crime. Nossa decadência só aumenta quando filhos assassinam pais para obter heranças, políticos desviam dinheiro, empresários sonegam impostos e direitos trabalhistas, e grandes corporações e fundos de pensão internacionais derrubam países como se fossem pinos de um boliche especulativo e provocam catástrofes humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em um mundo onde a vida simplesmente deixou de ter valor. Se o dinheiro é mesmo um ser divino, ele se assemelha mais a um deus da loucura e da morte, que louvamos com sacrifícios diários. Talvez não seja imortal, mas não adianta sonhar com um deicídio. O destino do dinheiro está ligado ao do planeta e não há mais como separá-los. Devemos, portanto, aprender a utilizá-lo corretamente, ou continuaremos a viver como cúmplices de nossa própria destruição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-117072786353010094?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/117072786353010094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=117072786353010094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/117072786353010094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/117072786353010094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/02/o-verdadeiro-deus-crnica.html' title='O verdadeiro deus (crônica)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-117030656960103126</id><published>2007-02-01T02:47:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T23:54:03.410-02:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos - verso IV (hai-kai)</title><content type='html'>Via Crucis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade dança&lt;br /&gt;E fevereiro espreme&lt;br /&gt;O bloco da nostalgia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-117030656960103126?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/117030656960103126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=117030656960103126&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/117030656960103126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/117030656960103126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/02/os-doze-passos-eternos-verso-iv-hai.html' title='Os doze passos eternos - verso IV (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116940724214784512</id><published>2007-01-21T17:18:00.000-02:00</published><updated>2007-01-21T17:20:42.160-02:00</updated><title type='text'>O elogio engoliu o escritor (conto)</title><content type='html'>Niemand era um jovem escritor que acabara de lançar seu primeiro romance. O sucesso e a repercussão foram maiores, muito maiores do que pudera imaginar. A crítica adorou o livro: os elogios foram quase unânimes. Disseram que a trama era bem desenvolvida, que havia inúmeros personagens carismáticos, o protagonista era um das figuras literárias mais complexas e interessantes dos últimos anos, o estilo de escrita era arrojado e inovador, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público também foi extremamente receptivo. Embora o livro tenha sido lançado por uma grande editora e ganhado uma divulgação expressiva, ninguém mesmo assim esperava que as vendas atingissem patamares impensáveis para um autor novo, que fariam muitos veteranos corar de vergonha. A obra de Niemand permaneceu no topo da lista de vendas por vários meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o escritor foi capa de revista, participou de entrevistas, ganhou site, seu livro virou filme, virou febre nacional. Era um gênio precoce, símbolo e líder de uma geração talentosa, um jovem extremamente criativo, detentor de múltiplos recursos literários. Seu livro foi analisado por vários acadêmicos e ensaios pululavam nas universidades. A histeria era tão grande que, se alguém tivesse a audácia de criticar a obra, correria o risco de ser linchado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro que Niemand adorava toda aquela bajulação. Sentia-se recompensado por tantos anos de leitura, escrita e trabalho. Considerava-se um bom escritor antes do lançamento; depois do sucesso, porém, mudou a sua avaliação. Percebeu que estava errado. Ele não era somente uma promessa: era um escritor destinado a interpretar e decifrar o espírito da época, um guia que ajudaria as pessoas por décadas com a sua visão de vida, os seus conselhos e as suas lições. Geralmente concordava com o que as pessoas falavam dele e de seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem reflexivo que havia em Niemand foi sufocado pelo escritor, pelo homem público que se encantou com bajulações e perdeu o espírito crítico. Esse processo não ocorreu abruptamente, mas sim de maneira gradual. O foco do autor começou a se dispersar. As idéias das obras conseguintes, que ocupavam sua cabeça nos primeiros meses de sucesso, perderam espaço para festas, eventos, premiações, fofocas na imprensa, projetos sem relação com a literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor acomodou-se. Rejeitou as (poucas) críticas, das quais muitas eram bem precisas, e não se preocupou em modificar as deficiências que possuía e aprimorar as suas técnicas. Diminuiu o tempo de trabalho por acreditar que o talento seria o suficiente para solucionar improváveis impasses. A produção do segundo livro foi bem desleixada; no entanto, a aura criada em torno do primeiro ofuscou as pessoas, que diziam que esta era quase tão boa como a anterior. No entanto, ela não era, estava muito abaixo da primeira e mais ainda de um livro escrito por alguém que deveria ser um gênio. As críticas aumentaram consideravelmente, apesar de ainda partirem de uma minoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro livro, porém, não havia mais o que esconder. A fórmula da trama se repetia outra vez, as abordagens eram superficiais, os personagens pouco verossímeis. Críticas também surgiam do público e explicavam o número apenas razoável de vendas. O gênio caiu do céu e voltou a ser mortal. Um mortal que tentou ignorar a própria queda. Niemand desprezou os ataques e considerou que poucos estavam aptos a entender a complexidade deste novo romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insistiu em manter seu estilo, seu modo de vida e de trabalho nas obras posteriores. E conheceu o que mais temia: o fracasso e o declínio. Tentou se recuperar, mas não sabia por onde. Esqueceu-se da conduta que adotava no começo da carreira, perdeu-a na névoa dos elogios traiçoeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O talento que tinha foi carcomido pela vaidade que alimentou nesses anos. Soube usá-lo muito bem uma vez e desperdiçá-lo como nunca em todos os outros momentos. Não conseguiu reencontrá-lo, pois não pediu ajuda para a reflexão. Seu estado mental degradou rapidamente; as saudades do passado glorioso eram tão insuportáveis que preferiu abandonar a vida. A História que erguesse o seu nome novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116940724214784512?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116940724214784512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116940724214784512&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116940724214784512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116940724214784512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/01/o-elogio-engoliu-o-escritor-conto.html' title='O elogio engoliu o escritor (conto)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116870080222088923</id><published>2007-01-13T12:56:00.000-02:00</published><updated>2007-01-13T13:06:42.233-02:00</updated><title type='text'>Manual da alienação</title><content type='html'>Para não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...ouvir a verdade silenciada,  estoure os tímpanos  com palavras vazias.&lt;br /&gt;...cheirar a sensatez putrefata, quebre o nariz com absurdos suaves.&lt;br /&gt;...ver a contestação torturada, fure os olhos com os troféus do bem-estar.&lt;br /&gt;...falar com a solidariedade espancada, arranque a língua com as presas do sucesso pessoal.&lt;br /&gt;...tocar o cadáver do conhecimento, derreta as mãos com o ácido do senso comum.&lt;br /&gt;...andar sobre as responsabilidades alvejadas, ampute as pernas com estiletes divertidos.&lt;br /&gt;...respirar a fumaça da compreensão incendiada, rasgue os pulmões com as garras do egocentrismo.&lt;br /&gt;...pensar na realidade desaparecida, exploda o cerébro com orgias de imagens.&lt;br /&gt;...sentir a vergonha estuprada, excite o corpo com humilhações alheias.&lt;br /&gt;...sangrar pelo respeito esfaqueado, corte os pulsos com intrigas cegas.&lt;br /&gt;...chorar pela coragem enterrada, imobilize o coração com desculpas agradáveis.&lt;br /&gt;...viver com o caráter linchado, seduza a consciência com pazes superficiais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116870080222088923?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116870080222088923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116870080222088923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116870080222088923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116870080222088923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/01/manual-da-alienao.html' title='Manual da alienação'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116840557607378099</id><published>2007-01-10T03:04:00.000-02:00</published><updated>2007-01-10T03:06:16.080-02:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos - verso III (hai-kai)</title><content type='html'>Réquiem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento arrancou&lt;br /&gt;As pétalas do teu girassol,&lt;br /&gt;Poeta de janeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116840557607378099?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116840557607378099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116840557607378099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116840557607378099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116840557607378099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2007/01/os-doze-passos-eternos-verso-iii-hai.html' title='Os doze passos eternos - verso III (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116640600641611444</id><published>2006-12-17T23:38:00.000-02:00</published><updated>2006-12-17T23:40:06.426-02:00</updated><title type='text'>Janela fechada (hai-kai)</title><content type='html'>Meu céu se desfez&lt;br /&gt;Em gotas finas e suaves&lt;br /&gt;Seu céu me desfez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116640600641611444?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116640600641611444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116640600641611444&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116640600641611444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116640600641611444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/12/janela-fechada-hai-kai.html' title='Janela fechada (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116593485916500178</id><published>2006-12-12T12:45:00.000-02:00</published><updated>2007-03-17T03:54:19.932-03:00</updated><title type='text'>A cachorra e os pardais (conto)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* Deveria ser um conto infantil, mas ficou adulto demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino Tom vivia em um bairro tranqüilo e esverdeado. Era uma calmaria tão gostosa de saborear, principalmente no quintal de sua casa. Ipês amarelos e roxos, tibuchinas e garapuvus, arbustos de alamandas e hibiscos enfeitavam casas, ruas e morros. Nas árvores, cantavam gaturamos, sanhaços, sabiás. Algumas aracuãs cortavam o ar com seus vôos rasantes para atacar os pés de tangerina. Tom gostava de passar o fim de suas tardes observando essa paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só havia um problema que o deixava chateado às vezes. Era Mizzi, sua cachorrinha de estimação. Já estava com ela há dois anos, mas ainda não se acostumara com a agitação da cadela. Vivia correndo atrás dos pássaros durante o dia. À noite, latia para morcegos, atacava lagartixas, caçava baratas e andava com elas na boca de lá para cá. Aliás, ela tinha mania de abocanhar tudo o que via: sacola, bolinha de tênis, chinelo, pedra, pedaço de madeira; enfim, nada escapava de sua curiosidade e fúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando menos se esperava, ela se jogava sob as pernas do menino e ficava quieta, como se admirasse a paisagem junto com ele. Também gostava de ficar deitada na calçada para tomar banho de sol e abanar a cauda para conseguir carinho. Não é à toa que Tom achava Mizzi extremamente imprevisível, muito mais do que a maioria das pessoas. E, por isso, gostava muito dela. Somente se esquecia disso nos momentos em que ela corria feito uma louca atrás dos pobres pássaros que cantavam e ciscavam pelo quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alvo preferido de Mizzi eram os pardais. Tom não compreendia essa perseguição e resolveu prestar mais atenção nesses pássaros. Descartou a hipótese de que cantavam mais ou pior que os outros; os sabiás eram mais vaidosos e as aracuãs, muitíssimo mais barulhentas. Também não era porque ciscavam a comida dela, pois os sanhaços eram igualmente atrevidos. Tom ficou confuso: o que os pardais tinham de especial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanas se passaram sem conseguir a resposta até que um dia foi para o quintal logo depois de ter voltado da escola e tomou um susto. Mizzi estava pendurada no muro, apoiando-se com suas patinhas na beirada. A princípio, Tom ficou com medo. Será que era um ladrão? Mas não era, pois os cachorros da vizinhança não latiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria Mizzi não ladrava, apenas olhava para o outro lado do muro como se mirasse um alvo. Tom aproximou-se e riu. Havia um bando de pardais, é claro! Surpreendeu-se com a intensidade com que chilreavam. Se não fossem pássaros, diria que estavam conversando. Que besteira, achou, sabia que pássaros não conversavam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou Mizzi no colo para que ela pudesse enxergá-los. E ela latiu como nunca. Tom achou graça e passaria a rir ainda mais nos dias seguintes. Era só os pardais pousarem no muro que a cadela saltava contra eles. Não era um muro alto, devia ter mais ou menos um metro e meio de altura. Se Mizzi fosse um pouco maior, é provável que conseguisse pular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, sabia que a cachorra não queria saltar o muro para atacar os pardais. Ela gostava apenas de assustá-los, nunca chegou a machucar um deles. Vivia correndo atrás deles porque os pardais viviam provocando-a. É, sabe-se lá como, mas Tom tinha essa impressão e falava para todo mundo que via cena. Ele não sabia como havia começado essa rixa, mas achou melhor não interrompê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa brincadeira entre a cachorra e os pardais durou vários anos. Foram inúmeras tardes divertidas. A atração nos churrascos era ver Mizzi apoiada no muro. Quando Tom contava aos amigos, ninguém acreditava. Então, sempre fazia questão de levá-los até a sua casa para provar que estava certo. Depois, resolveu tirar fotos. Era bem difícil tirá-las, pois nunca sabia exatamente quando Mizzi pularia conta o muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, essas fotos acabaram virando recordações. Mizzi envelheceu bastante, não tinha mais forças para correr e saltar pelo quintal. Vivia cansada e passava a maior parte do tempo dormindo. Os pássaros continuavam a gorjear, principalmente os pardais, mas ela deixou de se irritar com eles. Eram raras as ocasiões que ainda ladrava. Quando fazia isso, os pardais procuravam animá-la a continuar assim. Eles tinham saudades da Mizzi do passado e se recusavam a aceitar que o tempo tivesse levado aquela brincadeira embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom crescera; agora era um rapaz sempre ocupado, com diversas coisas para fazer. Toda tarde, porém, ele buscava um jeito de passar, pelo menos alguns minutos, ao lado de Mizzi. As risadas haviam diminuído. Tom sabia, sentia que o fim se aproximava. Uma parte dele dava os seus últimos suspiros e ele se perguntava se estava preparado para isso. Era quase adulto, mas o coração de menino ainda batia no seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, chegou à sua casa durante o entardecer. O pôr-do-sol estava espetacular. Nuvens delgadas deslizavam pelo céu; o sol, que se escondia lentamente atrás de um morro, brincava de pintá-las de dourado, rosa, alaranjado. Tom foi para o quintal e se surpreendeu ao ver Mizzi sentada, olhando para o muro. Era uma cena que jamais se esqueceria. A cadela, que sempre fora tão agitada, agora inspirava serenidade. Seu rosto abatido enxergava muito além de Tom. Seu focinho, embranquecido pelos anos, farejava lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz sabia do que se tratava. Sabia no que ela estava pensando. Pegou-a no colo e pulou o muro. Como a casa ao lado estava vazia, não haveria problema. Soltou Mizzi, que correu. Vasculhava cada canto daquele novo quintal, latia para qualquer barulho que ouvisse. Fazia tempo que Mizzi não se divertia tanto, Tom percebia isso. Quanto tempo passaram ali ele nunca soube dizer. Era tudo tão marcante que ele ignorava a penumbra que se adensava. O tempo, porém, o fez voltar a ser frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mizzi resolvera se deitar no gramado. Estava exausta. Tom preferiu esperar um pouco antes de voltar para a casa. Foi, então, que os pardais apareceram. Foi a maior revoada que o jovem viu em toda em sua vida. Os pássaros pousaram silenciosamente ao redor da cachorra, que ofegava sem parar. Tom estava estático. Entendia o que acontecia, embora se recusasse a entender. Os pardais chilreavam leve e suavemente. E os olhos de Mizzi brilharam pela última vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116593485916500178?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116593485916500178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116593485916500178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116593485916500178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116593485916500178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/12/cachorra-e-os-pardais-conto.html' title='A cachorra e os pardais (conto)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116504486209233502</id><published>2006-12-02T05:31:00.000-02:00</published><updated>2006-12-02T05:37:39.703-02:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos - verso II (hai-kai)</title><content type='html'>Ritual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cigarras cantam:&lt;br /&gt;"O fim é sempre amargo"&lt;br /&gt;Dezembro reflui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116504486209233502?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116504486209233502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116504486209233502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116504486209233502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116504486209233502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/12/os-doze-passos-eternos-verso-ii-hai.html' title='Os doze passos eternos - verso II (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116458969961041982</id><published>2006-11-26T22:50:00.001-02:00</published><updated>2006-11-26T23:10:20.703-02:00</updated><title type='text'>Passos que ecoam (crônica)</title><content type='html'>Você...já abriu os olhos e percebeu que caminha sozinho em uma rua vazia? O percurso ainda pequeno começa a cansar suas pernas. Sua infância se despediu há muito tempo, o mundo escureceu e você vagueia pela madrugada fria. Os passos não ecoam, a efemeridade dissolve o som. Seus braços...envolvem o corpo, mas a alma congela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já fechou os olhos para esquecer as coisas acumuladas no coração? Alegrias que não voltam mais, dores que insistem em viver. Você abaixa a cabeça para não encarar o nada. Andar é difícil quando se arrasta cadáveres amarrados à memória. Como enterrar parte de sua vida sem se matar? Sua esperança...é abandonada em cada curva, mas o vento a recupera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já sentiu as responsabilidades que sufocam seus sonhos? As obrigações correm e atropelam você. Sua mente luta contra tantas coisas fúteis, o ar lhe falta quando o tempo finalmente se liberta. Quando a energia volta, outro obstáculo surge. Sua vontade...continua nadando para não se afogar no torpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já pensou em pedir socorro ao conforto? A existência oferece diversas luzes artificiais durante o percurso. Sorria sem parar e sobreviva sem se machucar. Cale suas críticas que mantêm o muro erguido. Por que você se recusa a ser feliz como os outros? Seu trajeto...simplesmente não obedece ao mapa que lhe ofereceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já parou a garoa e vasculhou respostas na dança das gotas? Seu rosto molhado espera o adeus das nuvens, os olhos contam as estrelas que restaram. Alguma vida consegue chegar ao fim desse caminho? Você chora e segura as lágrimas para não perdê-las. Seu destino...fraqueja quando anda nos círculos do desânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já continuou a caminhar entre poças que entortam os passos e procurou perdão para um castigo que você mesmo criou? As decepções diárias fazem você tropeçar. A dúvida sussurra, um erro pode ressuscitar o passado. Você se encolhe e passa a questionar a confiança. Sua garganta...se esforça para soltar palavras otimistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já tremeu com o vento que corta os lábios e faz sangrar a vida que sente saudades da mais bela das vidas? O novo caminho está repleto de frustrações. É tão fácil despedaçar os valores contra o chão, abandonar sua espontaneidade para agradar os outros. Suas escolhas...são testadas a cada silêncio seu na multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já se encostou em um poste à procura dos amigos e voltou para ajudar ao vê-los caídos e feridos? Continue a andar se o seu braço protege a amizade, retorne se a sua mão cumprimenta a hipocrisia. Os atalhos da indiferença nunca têm saída. Suas verdadeiras risadas...e lágrimas...existem graças aos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já procurou a infância em cada esquina que vê? Tudo era mais fácil quando os pais eram sua sombra e evitavam as quedas, o choque, a amargura. O jardim sumiu quando a melancolia estilhaçou a alma. Você se ajoelha e recolhe incontáveis fragmentos no asfalto. Sua nostalgia...chora ao tocar seus fracassos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já descobriu que é um andarilho solitário? Apesar dos familiares, amigos, amores e dores, você passará a maior parte de sua vida sozinho. Só no sono, só nos sonhos, pensamentos prensados. As palavras voam no ar e escorrem nas paredes. Seu silêncio...é a voz que orienta você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já teve medo de tudo e não soube o que fazer? Quando as encruzilhadas aparecem uma após a outra, quando as possibilidades são infinitas, como acertar as escolhas, evitar os erros (des)conhecidos? As tentativas, as mudanças e os recomeços são passos eternos. Sua vida...sempre será sua se você acreditar em mais uma nova chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já deixou de ter medo de se olhar no espelho? De encarar as dúvidas e analisar quem você realmente é? O menino brinca com a imagem, reflete o jovem. O sorriso é amargo, mas é natural, você descobre as pequenas e grandes felicidades. Seu reflexo...também sorri pois não imita um reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já escreveu seu nome em um cartaz, como tantas outras pessoas, apenas para dizer que vive, é especial e está feliz? O esquecimento é a punição da mediocridade e derruba vaidades, é a morte lenta das máscaras sem rostos. Os solitários vivem, a multidão desaparece. Seus passos...ecoam quando criam boas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você...já notou quantas vezes quis desistir de tudo? Sentado na calçada, você tenta expulsar o cansaço (aquele cansaço). A cabeça está abaixada, mas os lábios hesitam em anunciar o fim. Os pés protestam, gritam contra o chão, voltam a cantar. Sonhos contra medos, abraços contra coreografias, recordações contra ausências. Seus olhos...querem ver o céu clarear.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116458969961041982?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116458969961041982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116458969961041982&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116458969961041982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116458969961041982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/11/passos-que-ecoam-crnica_116458969961041982.html' title='Passos que ecoam (crônica)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116399771156333284</id><published>2006-11-20T02:27:00.000-02:00</published><updated>2006-11-21T19:02:32.633-02:00</updated><title type='text'>A fuga do eterno retorno (hai-kai)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O cenário voltou&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E aguarda a nova peça&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mudou o elenco?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Protagonista:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Escreve com cuidado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As primeiras linhas!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem abertura...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não tens mais a anterior&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E nem a desejas mais&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os dedos e as mãos tremem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não encontram as palavras&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;...talvez não haja...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, vai!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Apresenta-te à folha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E muda a estória!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A descrição feita&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Te acalma um pouco&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas ainda tremes&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Temes o diretor...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Qual rumo apontará?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O camarim não diz&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vem, chegou a hora!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sobe ao palco da glória&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É o primeiro ato!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fala o que sabes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E começarás a entender&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que é preciso mais&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tu não encenas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E silencias os aplausos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que querem cegar&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Surge o elenco&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com atores e atrizes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tão conhecidos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Procuras o novo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rostos que não atuem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas que respirem...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada encontras&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não, o elenco não mudou!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Máscaras iguais!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Teu peito voa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E teus pulmões absorvem o pó&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do eterno retorno&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ciclos malditos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando tentas rompê-los,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rompem teus sonhos&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí não há vida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desiste! Pula do palco&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e foge da platéia&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os belos roteiros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que funcionam no teatro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca te servem&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nenhum roteiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Te serve ou servirá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ser inquieto!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;...Sei que tremeste&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao confiar na teimosia &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da vã esperança&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas neste palco&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os sonhos não adiantam&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para os títeres...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vai, foge do palco!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quebra a muralha das vaias!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foge, reflexo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que tu procuras&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não encontrarás na inércia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desses corações&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desesperado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Queres virar tragédia!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É o teu recomeço!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enxergas o brilho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Distante e tão irreal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;...teus olhos choram...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez lá haja&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Somente dor, tristeza&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vida de verdade&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lá não haverá&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lojas da felicidade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tesouro raro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para achá-la&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Andarás e cortarás os pés&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sobre ilusões&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda sim, corre!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A loucura te impele&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O cansaço também&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada resiste&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na terra que avistas... &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mundo desfeito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sua única lei é:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem não vive, perde-se&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na repetição&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem se repete&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cria o próprio teatro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De uma só peça&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah, heróis não há!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nem estátuas e ídolos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tampouco deuses&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O maior inimigo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que enfrentarás aqui&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vês todos os dias&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A chance é eterna:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sentes essa energia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa luz azul?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa energia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ajuda a transformar vozes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E como lateja!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pulsa na pele&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Escorre pelo rosto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Marcha no sangue&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse suor é teu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essas lágrimas são tuas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa vida é tua&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116399771156333284?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116399771156333284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116399771156333284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116399771156333284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116399771156333284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/11/fuga-do-eterno-retorno-hai-kai.html' title='A fuga do eterno retorno (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116380381830994568</id><published>2006-11-17T20:44:00.000-02:00</published><updated>2006-11-17T20:53:42.373-02:00</updated><title type='text'>Melancólico aniversário (hai-kai)</title><content type='html'>O dia me reviu&lt;br /&gt;E me levou outro ano&lt;br /&gt;O último? Talvez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116380381830994568?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116380381830994568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116380381830994568&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116380381830994568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116380381830994568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/11/melanclico-aniversrio-hai-kai.html' title='Melancólico aniversário (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116329545529158168</id><published>2006-11-11T23:27:00.000-02:00</published><updated>2006-11-12T04:13:59.860-02:00</updated><title type='text'>Três hai-kais sobre a nostalgia</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Nossa vida dura apenas um dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Mal acordamos...&lt;br /&gt;Ah! É tudo tão rápido!&lt;br /&gt;A manhã já passou&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Meu único desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tudo que peço&lt;br /&gt;É força para suportar&lt;br /&gt;O ar efêmero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Retorno à terra natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O rio cortante&lt;br /&gt;Reflete o céu dos morros&lt;br /&gt;Contornos do vale&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116329545529158168?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116329545529158168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116329545529158168&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116329545529158168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116329545529158168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/11/trs-hai-kais-sobre-nostalgia.html' title='Três hai-kais sobre a nostalgia'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116329343942007110</id><published>2006-11-11T23:01:00.000-02:00</published><updated>2006-11-11T23:07:05.266-02:00</updated><title type='text'>Microcontos I</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;São Paulo à &lt;st1:personname productid="la Gabo" st="on"&gt;la  Gabo&lt;/st1:personname&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O telefone toca: são os seqüestradores da Avenida Paulista.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;Ex-lobo da estepe&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;Convidou sua imperfeição para dançar. Riram a noite inteira.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;Filho da puta&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Conversava pouco com a mãe porque ela cobrava caro pela hora.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;Eleitor pedófilo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Vai votar em qual candidato?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- No que beijar mais criancinhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Inútil prova de amor (dos tempos modernos)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você me ama?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Claro que te amo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quero um depoimento no orkut.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Sua filha de quinze anos engravidou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;!!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Porre&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando acordou, a poça de vômito ainda estava ali.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116329343942007110?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116329343942007110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116329343942007110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116329343942007110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116329343942007110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/11/microcontos-i.html' title='Microcontos I'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116286978499787036</id><published>2006-11-07T01:19:00.000-02:00</published><updated>2006-11-07T01:23:05.010-02:00</updated><title type='text'>Pequeno elogio do cansaço (crônica)</title><content type='html'>Estou cansado das chances que viram decepções, das mudanças que se tornam rotina, das piadas que perdem a graça, dos “sábios” que falam desatinos e não sabem a hora de calar e ouvir, do declínio das pessoas e dos lugares, de ver interesses em vez de valores. Levamos anos para entender uma pessoa e ela precisa de apenas cinco minutos para nos desapontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de promessas e declarações condenadas à contradição dos atos, de ter caracteres no lugar de vozes, de ver telas ao invés de rostos, de receber fotos quando deveria haver recordações. A ausência destrói a realidade e alimenta os delírios.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de quem gosta de palavras vazias e ignora sinceridades, de overdoses de mentiras e doses escassas de verdades, de quem venera felicidades forçadas e as exibe sem parar, de quem critica a espontaneidade incômoda. Não quero ser mais um modelo da fábrica de corações artificiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado da recompensa aos atores e das punições aos reflexos rebeldes, de acertos prejudicados por um erro e castigados pelo acaso. Mesmo assim, prefiro quebrar o espelho e enfrentar a dor dos estilhaços a ser polido sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de escapismos em vez de recomeços, de quem escolhe os atalhos do hedonismo, de festas anti-tédio que sempre são monótonas, de sorrisos falsos que tentam salvá-las. Vejo apenas passos mecânicos na coreografia das marionetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de soluções que só aumentam o problema, de quem não suporta a efemeridade da vida e se prende à nostalgia para enfrentar o futuro em vez de lutar pelo renascimento das risadas. As folhas secas nunca voltam à árvore depois da queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado dessa encenação, de quem acredita estar participando do espetáculo da vida, de quem não enxerga o teatro da dor. Há um mundo real além dos holofotes da vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de todos que se acham diferentes e especiais, sem perceber que são comuns e iguais na sua mediocridade. As lojas do nada não param de lucrar com as vendas da bela embalagem do vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de egos e estrelas, de dramas, impasses e crises à espera de redenções, coincidências e destino, quando a simples vontade de esclarecer e mudar poderia resolver a situação. Mas a tragédia do orgulho rende um público maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado do palco e da platéia, de glórias vãs e aplausos hipócritas,&lt;br /&gt;da presença de ídolos e da ausência de pessoas, da preferência por fãs e não por amigos. O autógrafo de hoje é o veneno de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei da banalização da amizade e da saudade, de procurar canções e encontrar somente ruídos, que aparecem bruscamente e se perdem em silêncios repentinos, indiferentes e desanimadores. Poucos compositores conseguem se tornar melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de tudo que não me deixa caminhar em paz, da insensatez que só atrapalha e não colabora, da inconseqüência que pede ajuda para depois rejeitá-la, da superficialidade a cada metro percorrido. Os desvios da alienação não me interessam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado de quem não me deixa ouvir as poucas canções honestas que encontrei (logo elas tão naturais quanto o ritmo da vida), de quem critica meus sorrisos amargos e não entende que é possível ser feliz sem estar alegre. A verdadeira tristeza é a emoção dissimulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de quem compra a alegria em vez de buscá-la nos pequenos e grandes momentos, de quem foge da solidão usando as pessoas, de quem não valoriza a companhia dos amigos. O desprezo da reflexão suga almas sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de aguardar quem não desce do carrossel da futilidade, de acreditar em quem descarta palavras pronunciadas como se fossem cigarros fumados, de observar quem só deseja os olhares da bajulação. A modernidade não vai esvaziar as minhas veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este cansaço será minha energia para continuar rindo, lembrando, tropeçando, chorando, refletindo, me surpreendendo, chegando aonde não acreditava conseguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116286978499787036?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116286978499787036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116286978499787036&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116286978499787036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116286978499787036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/11/pequeno-elogio-do-cansao-crnica.html' title='Pequeno elogio do cansaço (crônica)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116245309941671799</id><published>2006-11-02T04:33:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T04:38:19.423-03:00</updated><title type='text'>Flores para os entes queridos (hai-kai)</title><content type='html'>Descansem em paz&lt;br /&gt;Sob a terra, acima do céu&lt;br /&gt;Além da saudade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116245309941671799?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116245309941671799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116245309941671799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116245309941671799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116245309941671799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/11/flores-para-os-entes-queridos-hai-kai.html' title='Flores para os entes queridos (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116236515605996588</id><published>2006-11-01T04:04:00.001-03:00</published><updated>2007-11-21T03:39:35.468-02:00</updated><title type='text'>Os doze passos eternos - verso I (hai-kai)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* A cada mês, um verso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol, a chance, o erro...&lt;br /&gt;O menino de novembro&lt;br /&gt;Foi, matou e chorou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116236515605996588?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116236515605996588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116236515605996588&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116236515605996588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116236515605996588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/11/os-doze-passos-eternos-verso-i-hai-kai_01.html' title='Os doze passos eternos - verso I (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116201352880812213</id><published>2006-10-28T02:26:00.000-03:00</published><updated>2006-10-28T02:58:41.316-03:00</updated><title type='text'>Silhuetas na madrugada (hai-kai)</title><content type='html'>Sombras no mundo&lt;br /&gt;Somos sombras ou sonhos?&lt;br /&gt;...sombras com sonhos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116201352880812213?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116201352880812213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116201352880812213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116201352880812213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116201352880812213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/10/silhuetas-na-madrugada-hai-kai.html' title='Silhuetas na madrugada (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116201231477551593</id><published>2006-10-28T02:06:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T03:46:29.703-03:00</updated><title type='text'>Um cotidiano sem lógica (crônica)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* Os semestres vêm e vão sem levar embora velhos hábitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;O cotidiano de estudante universitário deveria começar uma hora antes da primeira aula da manhã. Mas não há despertador no mundo que evite a necessidade de ficar mais cinco minutos na cama. Como o estudante tem uma visão de tempo muito mais original que Einstein, esses cinco minutos acabam virando meia hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frescuras são dispensáveis na hora de se preparar para sair. Em vez de um café da manhã reforçado, algumas bolachas quebram o galho. E só escovamos os dentes para não espantar as pessoas com o mau hálito. Pobre fio dental!, que cria teias no armário do banheiro. A escolha da roupa é totalmente intuitiva, sem maiores reflexões estéticas – é provável que você já tenha visto hoje alguém com camisa amarela, calça cinza e tênis vermelho. E para que perder tempo arrumando o cabelo? Deixe-o caótico. As pessoas provavelmente acharão você um cara cool, rebelde e desleixado, que se recusa a aceitar os padrões impostos por uma sociedade padronizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante é um sujeito saudável, que gosta de praticar esportes. Só correndo mesmo para chegar à aula a tempo de dizer o nome na chamada. Quando falhamos nesta missão, somos obrigados a desenvolver nossas habilidades diplomáticas. Trabalhe com a desculpa “Professor, fui dormir tarde porque estou com problemas pessoais” ou “Passei mal ontem, nunca me senti tão fraco na minha vida”. Sempre funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aulas são excelentes para pensar na vida e vivenciá-la de fato. O estudante faz reflexões, ou seja, dorme em uma carteira desconfortável. O estudante também aprecia a paisagem. Afinal, não dá para ignorar a beleza da loirinha da primeira carteira. A sala de aula também serve para botar a leitura em dia e criar novas amizades. Nunca tenha vergonha em pedir emprestado o caderno de esportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compaixão é uma de nossas características mais louváveis. Para prolongar a vida útil do fogão, deixamos de almoçar no conforto do lar para comer calzone em alguma praça de alimentação gélida e desumana. E corremos o risco de mancharmos a roupa com gordura! Também pensamos no futuro da economia local. O que seria dos restaurantes sem a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa a destacar é o nosso amor pela universidade. Passamos o dia inteiro nela, ao contrário de professores e funcionários. Somos os primeiros a chegar e os últimos a sair. Tudo isso porque estamos sempre preocupados com a vida. Com a vida dos outros, é claro. Nosso esforço em compreender as pessoas é impressionante. Podemos dedicar várias horas a essa missão importante. Fazemos até horas extras nos bares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, engana-se quem acredita que somos pessoas totalmente alienadas e imediatistas, que pensam apenas em se divertir. Muito pelo contrário. O estudante é um sujeito organizado. Ele começa a segunda-feira já planejando o que vai fazer no fim de semana. Festa ou churrasco? Futebol ou praia? Cerveja ou vodka? Não é fácil viver com tantos dilemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também somos pessoas sensatas. Por que fazer hoje o trabalho que podemos entregar daqui a duas semanas? Por que perder tempo estudando para uma prova todos os dias se é mais fácil virar uma noite fazendo isso? Por que prestar atenção na aula quando estamos de mal com a vida? Por que dormir cedo quando podemos ver um filme, ficar usando a internet ou sair para beber? Por que ler física quântica e economia clássica quando podemos ler e-mails e recados no orkut?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso único compromisso é viver sem compromissos. Até que a vida adulta nos separe. Somos banais, mas pelo menos nos divertimos um pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116201231477551593?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116201231477551593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116201231477551593&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116201231477551593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116201231477551593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/10/um-cotidiano-sem-lgica-crnica.html' title='Um cotidiano sem lógica (crônica)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116175118504596589</id><published>2006-10-25T01:37:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T01:39:45.046-03:00</updated><title type='text'>Um detalhe, antes que eu me esqueça</title><content type='html'>Tudo que for publicado neste blog é de minha autoria. Se tiver coisa que não é minha, eu obviamente citarei o autor em questão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116175118504596589?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116175118504596589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116175118504596589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116175118504596589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116175118504596589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/10/um-detalhe-antes-que-eu-me-esquea.html' title='Um detalhe, antes que eu me esqueça'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116175085491095634</id><published>2006-10-25T01:28:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T03:47:26.859-03:00</updated><title type='text'>Torturas diárias (hai-kai)</title><content type='html'>Pais da loucura...&lt;br /&gt;Os pensamentos prensados&lt;br /&gt;Tentam respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* Artigos não entram no cálculo das sílabas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116175085491095634?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116175085491095634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116175085491095634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116175085491095634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116175085491095634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/10/torturas-dirias-hai-kai.html' title='Torturas diárias (hai-kai)'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36372999.post-116175039295022392</id><published>2006-10-25T01:15:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T01:26:32.960-03:00</updated><title type='text'>Sobre o blog</title><content type='html'>1. Uma amiga minha sugeriu essa idéia na semana passada. Na hora, não levei a sugestão muito a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Mudei de idéia ao ver que estou cansado de me levar a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O blog vai ter crônicas, contos, aforismos, receitas de bolo, algumas impressões e muitos hai-kais (poemas japoneses de três versos com cinco, sete e cinco sílabas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Não é diário. Se isso virar um ode ao ego, avisem-me que eu procuro um psiquiatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Com sorte, atualizo uma vez por semana no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Boa leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36372999-116175039295022392?l=pensamentosprensados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/feeds/116175039295022392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36372999&amp;postID=116175039295022392&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116175039295022392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36372999/posts/default/116175039295022392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosprensados.blogspot.com/2006/10/sobre-o-blog.html' title='Sobre o blog'/><author><name>Rodrigo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00149086229503264134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
